Sunday, November 22, 2015
1914-1918 A TEMPORADA ITALIANA DOS BALÉS RUSSOS. HISTÓRIA DOS BALÉS RUSSOS [BALLETS RUSSES], DA CIA. TEATRAL SERGEI PAVLOVICH DIAGHILEV (Paris, 1909-1929).
1914-1918 A TEMPORADA ITALIANA DOS BALÉS RUSSOS. HISTÓRIA DOS BALÉS RUSSOS [BALLETS RUSSES], DA CIA. TEATRAL SERGEI PAVLOVICH DIAGHILEV (Paris, 1909-1929).
No início da I Guerra Mundial,Diaghilev e pequeno grupo de fiéis associados, refugiaram-se em Lausanne (Suíça, 1914). Um dos diletos amigos de Diaghilev, o artista das vanguardas Mikhail Fiodorovich Larionov (1881-1964), oficial do exército russo, voltou a seu país depois de expor suas obras com Nataliya Gontcharova na Galeria Paul Guillaume (Paris, 1914). A apresentação no catálogo da exposição da dupla de vanguardistas russos, foi de Guillaume Apollinaire. No alvorecer da I GM, Larionov e Gontcharova haviam acompanhado a Cia. Teatral S. P. Diaghilev a Paris. Gontcharova permaneceu com a trupe, quando eles se transferiram para o território neutro da Suíça (Lausanne, 1914). Larionov voltou à Rússia, e foi enviado para o front de batalha: gravemente ferido, passou meses em hospital russo, quando foi visitado por Osip Brik, visita que se encontra documentada na fotografia publicada (Krens, 1992). Dispensado do exército Larionov reuniu-se na Suíça aos remanescentes dos Balés Russos; e acompanhou a trupe nas excursões à Espanha e Itália (Hulten, 1983: 499). Em Roma (janeiro, 1917), Larionov conheceu os restantes Futuristas italianos, pois havia conhecido F. T. Marinetti (1876-1944) por ocasião da visita do escritor a Moscou e São Petersburgo, encontro que igualmente se encontra documentado na fotografia publicada (Hulten, 1983: 498). Marinetti conheceu Enrico Prampolini (1894-1956), entre outros artistas das vanguardas italianas.
Foi na época que os Ballets Russos encenaram a música de Stravinsky com cenografia Futurista de Giacomo Balla (1871-1958). O artista plástico italiano vinha desenvolvendo com Fortunato Depero (1892-1960), idéias de Marinetti e Umberto Boccioni (1882-1916). A obra de arte como presença e ação em objetos escultóricos incluía novos materiais como fios coloridos, fios elétricos, papeis coloridos, vidros coloridos, celulóide, tecidos, espelhos, materiais transparentes de todos os tipos e cores, água, líquidos luminosos, vidros transparentes, entre outros elementos associados a motores elétricos e artefatos mecânicos voltados para a produção de movimentos. Na época, Depero e Balla estavam desenvolvendo proposta de Brinquedo Futurista com motor - barulho - concerto - plástico – espacial, e,além disso, os Futuristas propunham roupas transformáveis, edifícios transformáveis na mais completa transformação barulhenta do universo, proposta através de vários Manifestos Futuristas que culminaram com o da Reconstrução Futurista do Universo (Hulten, 1983: 425).
Balla criou o Manifesto dos Pintores Futuristas e Agitadores Educados, assinado por Umberto Boccioni, Carlo Carrà, Gino Severini e Luigi Russolo e divulgado (11 de abril, 1910). Depero escreveu o manifesto da Reconstrução Futurista do Universo [Riconstruzioni Futurista dell’Universo], posteriormente reformulado e assinado juntamente com Giacomo Balla (11 de março, 1913). Durante o período da Primeira Guerra Mundial e devido a indicação de F. T. Marinetti, Balla foi convidado por Sergei Diaghilev para se tornar cenógrafo do balé mecânico Fogos de Artifício [L’Ucello di Fuoco]. A encenação foi apresentada com a música homônima de Igor Stravinsky (duração 4´), no Teatro Costanzi (Roma, 17 de abril, 1917). Para os desenhos do dito, Primeiro cenário plástico do Futurista Balla [Primo Scenario Plastico dal Futurista Balla], conforme se encontra escrito no cartaz do espetáculo, reproduzido (Atti & Ferretti, 1990).
Balla estudou os efeitos das vibrações luminosas azuis, violetas, vermelho verde - as cores próprias de seu edifício de madeira e tecido - assimétricos e rítmicos como as notas da música de Stravinsky. Para a composição Abstrata que deveria ser apresentada durante menos de cinco minutos Balla criou sobre a estrutura cenográfica movimentos de luz e sombra variados - formas fugazes, sobre uma forma estática - que deveriam suscitar no espectador a mesma reação estupefaciente e maravilhada da explosão animada de fogos de artifício. Um jogo de grande efeito do qual, pela primeira vez, a cenografia foi o espetáculo, onde a centralização da idéia teatral esteve concentrada no único movimento da breve explosão luminosa, de efeito agudo e estridente, que sublinhou e traduziu sons musicais, na eufórica aparição da força primordial do fogo - através da formalização teatral e da transfiguração do real ao abstrato. Na ocasião, a obra estreou sem bailarinos, com a música ilustrada somente com efeitos de iluminação além de outros produzidos por várias máquinas mecânicas, criações fantásticas de Balla (Atti & Ferretti, 1990). Os desenhos e estudos do Futurista italiano para a cenografia dessa obra (1915-1917), se encontram no acervo da Galeria de L'Obelisco (Roma).
Balla colocou seu talento a serviço de outras encenações da Cia Teatral S. P. Diaghilev como para O Jardim Zoológico [Il Giardino Zoologico], balé que ofereceu para Diaghilev, mas que nunca foi encenado. E para O Canto do Rouxinol [Il canto dell'usignolo], com música de Stravinsky, cenários de Fortunato Depero e desenho de figurinos dele, Balla. Os desenhos de figurinos de Balla para esse balé se encontram reproduzidos (Atti & Ferretti, 1990). No entanto, a re-encenação deste balé foi realizada pelos Balés Russos com criações de figurinos de Léon Bakst e cenários do artista espanhol Pedro Pruna (Paris, 1916). No mesmo ano ocorreram as duas temporadas americanas dos Balés Russos; parte da companhia viajou com Nijinsky para a temporada na América do Sul, voltando a Europa depois (novembro, 1916). E a outra parte da companhia, que, no primeiro semestre voltou a Europa acompanhando Diaghilev, no segundo semestre voltou a se apresentar nos Estados Unidos (setembro de 1916 - 24 de fevereiro, 1917).
Para a dita, Temporada Italiana, Diaghilev preparou com os poucos integrantes que tinha na Europa o balé As Meninas, com cenário do pouco conhecido artista italiano Carlo Socrate (1889-1967), com figurinos, finalmente, de Mísia Sert (Maria Zofia Olga Zenadja Godbeska Sert, 1872-1950). Diaghilev preparou, com coreografia de Léonid Massine, libreto de Goldoni, música de Domenico Scarlatti orquestrada por Tommasini o balé Mulheres de bom humor [Donne de Buon Umore], que estreou com cenários e figurinos de Léon Bakst no Teatro Costanzi (Roma, 12 abril, 1917). Na mesma data e local estreou o balé A Boutique Fantástica [La Boutique Fantasque], com música de Ottorino Respighi (1879-1936), adaptada de tema de Rossini (Giacomo Rossini, 1xxx-1xxx), coreografia de Léonid Massine (Leonid Miasjin, 1894-1979) e cenários e figurinos de André Derain (1880-1954).
A adaptação do balé Kikimora (Liadov), apresentado anteriormente pelos Balés Russos (1912), agora renomeado de Contos Russos, recebeu os cenários e figurinos de Mikhail Larionov, sendo a primeira apresentação no Teatro San Carlo (Nápoles, 1917). Em seguida todos os balés citados estrearam na temporada parisiense (11 de maio, 1917). Nessa mesma temporada parisiense estreou Parada [Parade], com libreto de Jean Cocteau, cenários e figurinos de Pablo Picasso e música de Erik Satie (Paris, 18 de maio, 1917; v. nas postagens a biografia de Pablo Picasso). Picasso viajou para Roma, onde foram preparados os balés espanhóis da próxima temporada: O Tricórnio (Madri - Londres - Paris, 1918).
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
ATTI, F. C. degli; FERRETTI, D. (Org.). Rusia, 1900-1930, L'Arte della Scenna. Milano: Galeria Electa. Moscou: Museu Bachrusín, 1990, pp. 54-55.
BRITT, D.; MACKINTOSH, A.; NASH, J. M.; ADES, D.; EVERITT, A; WILSON, S.; LIVINSGSTONE, M. Modern Art: from impressionism to post-modernism. London: Thames and Hudson, 1989, pp. 181-183.
HULTEN, P. (ORG.); JUANPERE, J.A.; ASANO, T.; CACCIARI, M.; CALVESI, M.; CARAMEL, L; CAUMONT, J; CELANT, G; COHEN, E.; CORK, R.;CRISPOLTI, E.; FELICE, R; DE MARIA, L.; DI MILLIA, G.; FABRIS, A.; FAUCGEREAU, S.; GOUGH-COOPER, J.; GREGOTTI, V.; LEVIN, G.; LEWISON, J.; MAFFINA, F.; MENNA, F.; ÁCINI, P.; RONDOLINO, G; RUDENSTINE, A.; SALARIS, C.; SILK, G.; SMEJKAI, F.; STRADA, V.; VERDONE, M.; ZADORA, S. Futurism and Futurisms. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, Abeville Publishers, 1986. 638p.: il, retrs., pp. 424-425, 498-499.
CATALOGUE RAISONNÉ, CACHIN, F.; MINERVINO, F. Tout l'oeuvre peint de Picasso, 1907-1916. Introduction par Françoise Cachin; documentition par Fiorella, Minervino. Paris: Flammarion, 1977. 135p.: il. algumas color. - notas gerais – inclui índices; cronologia, pp. 85, 127.
1927-1929 GRUPO (SOVIÉTICO) DO CÍRCULO DE ARTISTAS (Petrogrado – Leningrado).
1927-1929 GRUPO (SOVIÉTICO) DO CÍRCULO DE ARTISTAS (Petrogrado – Leningrado).
O Círculo de Artistas reuniu jovens associados que amadureceram na atmosfera política e social da Pós-Revolução Russa. Os principais membros foram estudantes do Estúdio Superior de Arte e Técnica - Instituto Superior de Arte e Técnica [VKhUTEMAS – VKhUTEIN], alunos de Alexei Emirevich Karev (1894-1970), Aleksandr Savinov (1881-1942), Kuzma Sergeevich Petrov-Vodkin (1875-1939) e Alexander Matveyev (1895-1960).
A arte do Grupo do Circulo de Artistas provocou intenso interesse devido à criatividade de seus associados, que aderiram ao Figurativismo estatizante do Realismo Socialista Soviético. O primeiro dirigente foi seu fundador Viacheslav Vladimirovich Pakulin (1900-1951), conjuntamente com Alexander Isaakovich Rusakov (1898-1952). Entre c. de 40 associados estavam Fanya Belostotskaya, Lev Romanovich Britanishsky (1897-1971), Sergei A. Chugunov, Vladimir Alexeyevich Denisov (1884-1970), Maria Fedoricheva (1895-1971), Tatyana E. Gernet-Matveeva (1899-), Emma Illynichna Gurovich (1899-1980), Natalia Ivavnovna Ivanova (Ivanova-Leningradoskaya, 1900-1979), L. A. Karateyev, Boris Kolpiansky (escultor), Vasily Vasilyevich Kuptsov (1899-1935), T. I. Kupervasser-Rusakova (1903-1972), Alexander Arkadyevich Labas (1900-1982\3), Vladimir Ilych Malagis (1902-1974), Evgenia Markovna Magaril (1902-1987), Abram Lazarevich Malakhin (1901-1970), Leonid Abramovich Mess (1907-1993), o escultor Naum Semenovich Mogilevsky (1895-1975), Piotr Alexeyevich Osolodkov (1898-1942), Alexei Fiodorovich Pakhomov (1900-1973), que participou em 1926-1929; Viacheslav Vladimirovich Pakulin (1900-1951), Alexei Fedorovich Pakhomov (1900-1973), G. B. Piankova, Alexei Petrovich Pochtenny (1895-1942), Alexander Nicolayevich Samokhvalov (1894-1971), Alexander Ivanovich Savinov (1881-1942), Ilya M. Shur, o escultor Mikhail Maximovich Sutskever (1896-1942), Nikolai Vladimirovich Svinenko (1900-1942), Giorgy Nikolaevich Traugot (1903-1961), Alexander Semenovich Vedernikov (1898-1975), Mikhail Fedorovich Verbov (1900-1982), Lev Volstein, David Yefimovich Zagoskin (1900-1942), E. S. Zabrovsky, Alexander Zaitsev e Lazar Zuperman, entre outros.
A primeira mostra do Círculo de Artistas realizou-se no Museu Estatal Russo (Leningrado, 1927). Oito décadas depois o mesmo Museu Estatal Russo inaugurou a exposição do Círculo de Artistas na ala Benois, do Palácio Mikhailovsky (São Petersburgo, 28 de junho - 15 de outubro, 2007). A história dessa associação de artistas se identificou com a tragédia de Leningrado: parece que, na Segunda Guerra Mundial (1940-1945), durante o cerco à cidade (1941), muitos dos associados ao grupo pereceram ao lado de suas obras (Max Hysmith). Pinturas de Alexei Fiodorovich Pakhomov, Aleksandr Labas (1900-1983), Alexander Nicolayevich Samokhvalov (1894-1971) e do professor Kuzma Petrov-Vodkin (1875-1939), estiveram em exposição na mostra Virada Russa, no CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, 2009).
Quando o Círculo de Artistas encerrou as atividades, a maioria dos artistas transferiu-se para a outra associação, maior e mais popular, expressão do Realismo Socialista Soviético (v.), a Associação de Artistas da Rússia Revolucionária [AKhRR] (Moscou, 1921-1922) e a sucessora, a Associação de Arte Ativa Revolucionária [AKhR] (Moscou, 1922-1932), sendo que alguns participaram do Grupo (Internacional) Outubro [Oktiabr] (Suttgart-Moscou, 1928-1932).
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
Petrova, Y., Kibilitsky, J., Rodríguez, A., Athaide, R. de, Cochiaralle, F. (Orgs.). (2009). Virada Russa: a Vanguarda na Coleção do Museu Russo de São Petersburgo. São Paulo: Palace Editions.
Krens, T., Govan, M., Gusev, V., Petrova, E.,Korolev, I., Weber, J., Grassner, H., Lodder, C. (Orgs.). (1993). La Vanguardia Rusa, 1905-1925 en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF.
Monday, November 16, 2015
1922-1923 GRUPO (SOVIÉTICO) DOS CINCO ARTISTAS UCRANIANOS (Moscou).
1922-1923 GRUPO (SOVIÉTICO) DOS CINCO ARTISTAS UCRANIANOS (Moscou).
Boris Alexandrovich Smirnov-Rusetsky (1905-1993) estudou no Instituto Rerberg (1922-1924), onde encontrou Piotr Fateev (1891-1971). Smirnov-Rusetsky tornou-se aluno de Vladimir Andreevich Favorsky (1886-1964), no Estúdio Superior de Arte e Técnica [VKhUTEMAS] (Moscou, 1920-1926), que abandonou para graduar-se no Instituto de Engenharia e Economia, completando sua Pós-Graduação pesquisando metalurgia, no Instituto de Metais (Moscou, 1926-1927). O artista viajou ao Cáucaso, Criméia, Karelia, Altay e Kazaquistão. Smirnov-Rusetsky organizou o Grupo dos Cinco Artistas Russos, na companhia de Pyotr Fateev (1891-1971), Les Lozovsky (Oleksandr Lozovsky, 1900-1922), promissor artista gráfico ucraniano, assassinado por desconhecidos na sua residência; A. Mykuli e D. Sokolov.
Smirnov-Rusetsky, que passou dez anos preso em campo de concentração (1941-1951), sobreviveu e foi reabilitado (1956): ele e Fateev participaram do Grupo Amaravella (Moscou, 1926-1927.
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
IEU - the Internet Encyclopedia of Ukraine. L. Lozovsky - Ukranian. (2014). Retrieved from: http://www.encyclopediaofukraine.com/Art.asp#Topic_10
This article originally appeared in the Encyclopedia of Ukraine, vol. 3 (1993).
Wikipedia, the free encyclopedia. (2014). Boris Smirnov-Rusetsky. Retrieved from:
http://en.wikipedia.org/wiki/Boris_Smirnov-Rusetsky
State Museum of Arts Karakalpak, named after I. V. Savitsky. Piotr Fateev. (2014). Retrieved from:
http://www.savitskycollection.org/Fateev.html
Monday, November 2, 2015
ARTE CÉZANISTA, ARTE PROCESSUAL OU ARTE DO PROCESSO (França: Paul Cézanne e Rússia, na primeira fase do Construtivismo, a fase dita, de Laboratório, 1919-1921).
ARTE CÉZANISTA, ARTE PROCESSUAL OU ARTE DO PROCESSO (França: Paul Cézanne e Rússia, na primeira fase do Construtivismo, a fase dita, de Laboratório, 1919-1921).
A dita, Arte Processual se iniciou na França com a obra de Paul Cézanne (1839-1906): o artista foi o primeiro que lançou o seu olhar sobre a estrutura material real da tela. O artista saía para trabalhar ao ar livre, acompanhado de seu amigo de juventude e de sempre, Camille Pissarro (1830-1903).
Cézanne passou a colocar na superfície da tela suas pinceladas modulares, dispostas regularmente em pequenos blocos ou séries de blocos, marcando a descontinuidade do tecido pictórico, e esses elementos se desenvolveram na posição de vetores com orientações diversas, apresentando várias intermitências e lacunas nos campos de cores, sendo que, em alguns locais, a superfície de tela assomava nas partes não pintadas. Cézanne buscava desconstruir o que até então estava firmemente estabelecido na arte pictórica, a hegemonia das regras de composição. Cézanne estabeleceu a sua nova tomada de consciência materialista, e, depurou a forma processual na sua extração subjetiva, para torná-la quanto à origem impessoal e Abstrata – tal qual um módulo ou engrenagem de máquina (Martins, 2004: 64). Pode-se afirmar que a técnica desenvolvida por Cézanne seria a da radicalização da dimensão processual da arte, que se deu posteriormente na fase analítica ou dos objetos não utilitários – aquela que os Construtivistas soviéticos denominaram de Fase de Laboratório, justificando-a como experiências em vista da futura produção (URSS, 1919-1921; v. Arte Construtivista e Arte Produtivista).
REFERÊNCIA SELECIONADA:
Martins, L. R. (2004). O Debate entre Construtivismo e Produtivismo segundo Nikolay Tarabukin. São Paulo: Revista do Departamento de Artes Plásticas da ECA – USP, pp. 57-71.
Saturday, October 31, 2015
1912-1921 GRUPO (FRANCÊS) DO CUBISMO ÓRFICO OU GRUPO DO ORFISMO [ORFISME] (Paris, 1912-1921; Berlim, 1913, no único Salão de Outono Alemão; e na mostra do Grupo Russo da História dos Quadros, Moscou, 1913).
1912-1921 GRUPO (FRANCÊS) DO CUBISMO ÓRFICO OU GRUPO DO ORFISMO [ORFISME] (Paris, 1912-1921; Berlim, 1913, no único Salão de Outono Alemão; e na mostra do Grupo Russo da História dos Quadros, Moscou, 1913).
Destaques: APOLLINAIRE, Guillaume, Robert DELAUNAY.
O Orfismo surgiu diretamente do Cubismo, mas foi como grupo liderado por Robert Delaunay, considerado o principal expoente do movimento, visitante da primeira mostra Cubista (Paris, 1908). Delaunay formou o grupo de pintores que não aceitou as restrições do monocromatismo Cubista estabelecido pelos principais iniciadores do movimento em 1910, os expoentes Georges Braque (1882-1963) e Pablo Picasso (1881-1972).
Guillaume Apollinaire (1880-1918), amicíssimo de Delaunay, na companhia de quem visitou o russo Wassily Wassilievich Kandinsky (1866-1944) em Munique (1912), nomeou o movimento dos dissidentes. O escritor e poeta Apollinaire publicou sua crítica sobre a pintura colorida de Delaunay, que formou a base do Orfismo quando lançou sua série das ditas, Janelas Simultâneas, no Salão dos Artistas Independentes (20 de março, 1912). Apollinaire escreveu:
[…] O Orfismo surgiu de Matisse e do Fauvismo, especialmente das suas tendências luminosas e antiacadêmicas […].
Apollinaire publicou o primeiro artigo sobre a arte de Robert Delaunay na revista Temps [Tempo] (1912); e publicou o primeiro texto importante de autoria do pintor, Realidade, Pintura Pura [Realité, peinture pure], na revista que ele editou, Les Soirées de Paris [As Noites de Paris] (dezembro de 1912). Apollinaire, fluente em oito idiomas, empregou o termo Orfismo pela primeira vez no artigo publicado em alemão na revista Der Sturm (Berlim, janeiro, 1913). Na palestra inspirada em Orfeu, proferida por Apollinaire, surgiu o nome do estilo que hoje é conhecido como Orfismo, no grupo que ele batizou por ocasião da inauguração da exposição dos dissidentes cubistas no primeiro e único Salão da Seção de Ouro, realizado na Galeria La Boétie (Paris, outubro de 1912). Outra nomenclatura nasceu com o crítico francês André Warnod (1885-1960), que citou a Escola Órfica no artigo publicado na revista Comoedia [Comédia] (Paris, 18 de março, 1913).
A primeira mostra coletiva do Cubismo ocorreu no dito, Salão Cubista, realizado no Salão dos Artistas Independentes (20 de março - 16 de maio, 1911). Participaram pinturas de Robert Delaunay, que apresentou seu Cubismo de celebração, colorido, sofisticado, com referências à metrópole, cidade-luz, artista que se tornou conhecido como o mais parisiense dos pintores. Participaram dessa exposição significativa obras de Marcel Duchamp (1887-1963), Albert Gleizes (1881-1953), Juan Gris (1887-1927), Auguste Herbin (1882-1967), de Kupka, Henri de La Fresnaye (1885-1925), Marie Laurencin (1885-1957), Henri Laurens (1885-1962), Fernand Léger (1881-1955), Henri Le Faucconier (1881-1946), André Lhote (1885-1962), Jean Metzinger (1883-1956), Amedeo Modigliani (1884-1920), Louis Marcoussis (Ludwig Castor Markus, 1878-1941), Francis Picabia (1879-1953), Georges Rouault (1871-1958), da ucraniana Sonia Terk (depois Delaunay, 1885-1962), Jacques Villon (Gaston Duchamp, 1875-1963); e dos escultores russos Archipenko (1887-1964) e Osip Zadkine (1890-1967), do romeno Constantin Brancusi (1876-1957), e do francês, irmão de Marcel Duchamp, Raymond Duchamp-Villon (1876-1918), entre outros.
As pesquisas de cor, presentes no Orfismo e no Simultaneísmo de Delaunay, receberam influencias do Fauvismo e Cubismo que nasceram das pesquisas da cor do químico Eugène Chevreul (Michel- Eugène Chevreul, 1786-1889), presente nas pinturas de Georges Seurat (1859-1891) e dos Pontilhistas, posteriormente denominados de Neo-Impressionistas ou Pós-Impressionistas. Na época, o termo orfismo foi designação genérica aplicada a todas as obras abstratas e coloridas das vanguardas artísticas francesas, não designando especificamente as pinturas do Orfismo, porém hoje, quando nos referimos ao Orfismo, lembramos inicialmente das pinturas dessa fase de Delaunay e das obras de Kupka e Sonia Delaunay (Hulten, 1986: 570).
Outros artistas que se destacaram no Salão dos Independentes que iniciou o Orfismo foram o tcheco Otto Gutfreund (1889-1927) e o francês Raoul Dufy (1877-1953), que formaram com Delaunay e outros o dito, Grupo (Francês) da Seção de Ouro (Paris, 1912). Convidado por W. Kandinsky, R. Delaunay expôs suas pinturas na segunda mostra do Grupo do Cavaleiro Azul, inaugurada na Galeria Hans Goltz (Munique, março, 1912). Delaunay e seu grupo do Orfismo expuseram suas pinturas na Galeria da Tempestade, no único Salão de Outono Alemão, organizado por Herwarth Walden, que recebeu amostragem significativa das obras modernas francesas, nessa que pode ser considerada como a terceira mostra do Grupo do Cavaleiro Azul, com texto de apresentação do convite por Apollinaire, ocasião em que Kandinsky, patrocinado pela revista Der Sturm, publicou a segunda edição do Almanaque do Cavaleiro Azul (Berlim, janeiro de 1913). No mesmo ano Delaunay expôs A Equipe de Cardiff [L'equipe de Cardiff] (1912, no acervo do MNAM, Paris), na Sala 45 do Salão dos Artistas Independentes. Nessa época, dois artistas norte-americanos que estudavam arte em Paris, Stanton Macdonald Wright (1890-1973) e Morgan Russell (1886-1953), adotaram nas suas obras a Abstração no estilo do Orfismo de Delaunay, que lançaram como movimento independente, nomeado de Sincromismo [Synchromisme] (Hulten, 1986: 532).
O Sincromismo foi diretamente inspirado nas obras de Delaunay, de quem o também americano P. H. Bruce foi aluno. As pinturas do Sincromismo também estiveram em exposição no Salão de Outono Alemão (Berlim, 1913); e, em mostras nos Estados Unidos, entre as c. 300 obras de vanguardistas europeus e c. 700 pinturas de artistas americanos que participaram da dita, Exposição da Armada [Armory Show] (Nova York, NY, 1913). O Grupo do Orfismo também expôs pinturas na mostra coletiva anual do Salão dos Independentes (c. 1913-1922).
REFERÊNCIAS SELECIONADAS;
ATÁLOGO. HULTEN, P. (ORG.); JUANPERE, J.A.; ASANO, T.; CACCIARI, M.; CALVESI, M.; CARAMEL, L; CAUMONT, J; CELANT, G; COHEN, E.; CORK, R.;CRISPOLTI, E.; FELICE, R; DE MARIA, L.; DI MILLIA, G.; FABRIS, A.; FAUCGEREAU, S.; GOUGH-COOPER, J.; GREGOTTI, V.; LEVIN, G.; LEWISON, J.; MAFFINA, F.; MENNA, F.; ÁCINI, P.; RONDOLINO, G; RUDENSTINE, A.; SALARIS, C.; SILK, G.; SMEJKAI, F.; STRADA, V.; VERDONE, M.; ZADORA, S. Futurism and Futurisms. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, Abeville Publishers, 1986. 638p.: il, retrs., pp. 532, 570.
ARGAN, G. C.; VINCA-MASSINI, L. (Biogr.). Arte Moderna. Tradução de Denise Bottman e Federico Carotti. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. 709p., p. 660.
LÉVÊQUE, J-J. Le triomphe de l'art moderne: les Anées Folles. Paris: A. C. R. Éd. Internationalles, 1992. 624p.: il., retrs, p. 288.
LUCIE-SMITH, E. Art Today. Oxford: Phaidon Press, 1977. 21,5 x 26,5 cm. 417p.: il., retrs., p. 488.
NÉRET, G. 30 ans d'art moderne: peintres et sculpteurs. Fribourg: Office du livre, 1988. 248p.: il., p. 68.
RAGON, M..Journal de l´Art Abstrait. Genève: Skira, 1992. 163p: il., pp. 13, 22, 47.
SEUPHOR, M. Dictionaire de la peinture abstraite: precédé d´une histoire de la peinture. Paris: Fernand Hazam, 1957. 305p.: il., pp. 156-158.
Wednesday, October 28, 2015
1929-1936 GRUPO INTERNACIONAL DOS A. r. - ARTISTAS REVOLUCIONÁRIOS (Lodz, Polônia; Paris, França, 1931-1936).
1929-1936 GRUPO INTERNACIONAL DOS A. r. - ARTISTAS REVOLUCIONÁRIOS (Lodz, Polônia; Paris, França, 1931-1936).
Destaques: STRZHEMINSKI, Wladislaw e Katarzyna KOBRO.
O Grupo do Unismo [Unizm] (1927-1929) formou-se com o artista russo Wladislaw Strzheminski (1893-1958), sua esposa Katarzyna Kobro (1898-1951) e o artista polonês Henryk Stazewsky (1894-1988), entre outros. Anteriormente Strzeminski organizou o Grupo dos Oito [Blok] (1924-1926) e o Grupo Praesens (1926-1929). Quando o Praensens perdeu-se nas disputas internas, Strzheminski, associado ao escritor, ensaísta, poeta e tradutor da vanguarda polonesa da Cracóvia, Julian Przybos (1901-1970), que vivia em Cieszyn, e ao poeta Jan Brzekowski (1903-1983), que vivia em Paris, formou o Grupo Internacional dos A. r. (Artistas revolucionários).
Esses associados citados participaram da revista criada por artistas e poetas, a Zwrotnica (Cracóvia). Nessa época Strzheminski e Kobro viviam em Koluszki (1929-1931): quando eles se radicaram em Lódz, declararam a cidade polonesa como sede oficial do Grupo dos A. r. (Artistas revolucionários). Este grupo multimídia não organizou mostras coletivas de arte, mas suas obras participaram de inúmeras exposições coletivas na Polônia, várias organizadas no Instituto de Arte e Propaganda de Varsóvia, além de várias mostras no exterior. Brzekowski, que vivia em Paris, associado à artista polonesa Wanda Chodasiewsky-Grabowska, mais conhecida como Wanda Grabowska (1904-1983), associada ao Grupo (Internacional) Círculo e Quadrado [Cercle et Carré] (Paris, 1929-1931), foi participante da edição e publicação da revista L’Art Contemporain [A Arte Contemporânea]. Esta publicação divulgou os artistas poloneses do Grupo dos A. r. e os artistas multimídia internacionais Jean (Hans) Arp (1886-1966), Michel Seuphor (1901-1999), Théo van Doesburg (1882-1931), Ferrnand Léger (1881-1955); Max Ernst (1891-1976, participante do Surrealismo: Paris, 1924-1966), e o francês organizador do Grupo do Purismo (Paris, 1925), Amedée Ozenfant (1886-1966); o artista italiano participante do Futurismo, Enrico Prampolini (1894-1956), todos expoentes do Grupo (Internacional) Círculo e Quadrado [Cercle et Carré] (Paris, 1929-1931). Outras publicações associadas ao Grupo A. r. foram as revistas Europa e Linea [Linha]. Os artistas lançaram dois manifestos, sendo o segundo publicado em folheto de quatro folhas (1932). A última publicação associada ao Grupo A. r, ocorreu posteriormente, marcou a data do encerramento das atividades desse grupo (1936).
O maior mérito do Grupo (Internacional) dos A. r. (Artistas revolucionários), entretanto, foi amealhar coleção de arte das vanguardas européias, entre outras doadas por artistas poloneses, sendo 21 obras angariadas por Stazewski em Paris. Várias dessas obras participaram de mostra coletiva organizada no Museu Municipal de História e Arte (Lódz, Polônia, 1928). Essa coleção continuou recebendo doações internacionais, transferidas para o Museu de Lodz (1929-1931), no total de 111 obras da nata das vanguardas européias existentes no acervo da instituição (1936-).
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
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RAGON, M. Journal de l´Art Abstrait. Genève: Skira, 1992. 163p: il., p. 36.
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Thursday, October 22, 2015
1562-1707 PANORAMA DA ARTE SACRA RUSSA ANTIGA (Kremlin, Moscou).
1562-1707 PANORAMA DA ARTE SACRA RUSSA ANTIGA (Kremlin, Moscou).
Um dos exemplos mais significativos de Arte Sacra no mundo são os tesouros do Kremlin. Objetos de natureza religiosa, ricamente decorados em ouro e prata: cálices, cruzes usadas no peitoral, cruzes de altar, diptico com motivos religiosos, incensórios, cruz peitoral com relicário, pia de água benta, taças, candelabros e patenas, entre outros itens religiosos. Na preciosa coleção dos tesouros do Kremlin destacamos o missal de altar, com capa e contracapa decoradas em filigrana de prata, com várias figuras de santos e inscrições gravadas; não menos precioso o seu interior, com texto manuscrito com letras iniciais nas páginas internas decoradas com iluminuras a ouro e pintura colorida, obra do século XVI. O missal descrito foi presente do Czar Ivan, IV, conhecido como O Terrível, que governou o país durante prolongado período (1530-1584), para a Catedral da Anunciação (Kremlin, Moscou, 1568).
Outro item religioso de grande beleza é a cruz de altar fundida em ouro com seus oito braços contornados lateralmente com pérolas. A cruz é de ouro, com desenhos de arabescos em filigrana e apresenta desenhos coloridos esmaltados e é incrustada com grandes pedras preciosas. Este objeto de arte sacra, com 40 cm de altura, foi criado por artesões russos nas Oficinas do Kremlin (Moscou, 1562). A cruz esteve em exposição na mostra Arte Aplicada Russa Antiga (Japão, 1964). Todas as peças descritas participaram da mostra Tesouros do Kremlin, organizada com curadoria de Olga Raggio, para o Museu Metropolitano de Arte [Metropolitan Museum of Art] (Nova Iorque, 1979), na época, dirigido por Philippe de Montebello; e, com curadoria de Ema P. Chernukha, para os Museus Estatais do Kremlim, na mesma época dirigidos por M. P. Tsukanov (Moscou - Nova Iorque, 19 maio – 02 de setembro, 1979); a mostra itinerou ao Grand Palais, Paris (12 de outubro, 1979 – 07 de janeiro, 1980).
O Kremlin sempre foi o centro histórico da Rússia antiga, o coração cultural do país. A cidade de Moscou foi fundada pelo príncipe Yury Dolgorukiy (Yury Vladmirovich, Jorge I, c. 1099-1157), que em meados do século XII doou cálice de prata, com borda inscrita e a figura gravada de São Jorge, O Mártir, entre outros santos, dispostos nas laterais externas do bojo superior da peça (h=26 cm, d=19,5 cm), para a Catedral do Salvador, na cidade de Péreslavl-Zaleski. Depois da Revolução de Novembro essa obra de Arte Sacra russa passou a integrar os tesouros do Kremlin (1917). Os bolcheviques formaram o comitê para preservação dos monumentos de arte do país, que reuniu todos os tesouros russos no acervo do Kremlin (Moscou, 1922).
A Arte Sacra russa é tesouro da humanidade que deixa os visitantes maravilhados com o esmero da técnica artesanal empregada na sua confecção desde há séculos atrás. Os ícones russos, que datam desde o século XI, que foram confeccionados até o começo do século XVIII, outro tesouro da Arte Sacra, acumulados ao longo de séculos nas catedrais da Assunção, Anunciação e do Arcanjo Miguel. Os ícones produzidos nas antigas cidades russas de Novgorod, Pskov e Vladimir, passaram a pertencer ao país unificado por Ivan III, o Grande (Ivan Vasilievih Bolschoi, 1440-1505), no século XV, quando trazidos para Moscou oriundos dos principados independentes. Posteriormente, durante a dominação de Ivan IV, O Terrível, em meados do século XVI, ocorreu outra migração de objetos religiosos que passaram a integrar o acervo do Kremlin. Assim, esta coleção se tornou a mais importante no mundo, por permitir a apreciação da evolução da Arte Sacra ao longo de quase um milênio.
Algumas obras de Arte Sacra russa estiveram no Brasil, ícones produzidos nos séculos anteriores, exibidos na mostra Arte Russa, anexados à arte de vários movimentos ocorridos em cinco séculos de arte no país (Oca, no Parque do Ibirapuera, São Paulo, 2003).
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
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Martynova, M. V. Russian Gold and Silver. Apud Chernukha, E. P., Raggio, O., Salet, F. (Orgs.). (1979). Treasures from the Kremlin. New York: The Metropolitan Museum of Art Harry N. Abrams, pp. 145-177.
Zonova, O. V. Icons. Apud Chernukha, E. P., Raggio, O., Salet, F. (Orgs.). (1979).Treasures from the Kremlin. New York: The Metropolitan Museum of Art Harry N. Abrams, pp. 130-144.
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https://en.wikipedia.org/wiki/Yuri_Dolgorukiy:
Tuesday, October 20, 2015
1870-1924 GRUPO (RUSSO-SOVIÉTICO) DOS ITINERANTES OU GRUPO DA SOCIEDADE PARA MOSTRAS ITINERANTES DE ARTE [PEREDVIZNIKI] (São Petersburgo).
1870-1924 GRUPO (RUSSO-SOVIÉTICO) DOS ITINERANTES OU GRUPO DA SOCIEDADE PARA MOSTRAS ITINERANTES DE ARTE [PEREDVIZNIKI] (São Petersburgo).
Esse grupo associou pintores Realistas, especializados nos temas sociais, que se reuniram em protesto contra as restrições dos pintores acadêmicos da Academia de São Petersburgo (v. Academia (Russa) das Três Nobres Artes). O grupo formou a cooperativa de artistas que se tornou a Sociedade para Mostras Itinerantes de Arte. Foram decisivos para a formação da sociedade os artistas Ivan Nikolayevich Kramskoi (1837-1887), Grigori Grigorievich Myasoyedov (1834-1911), Nikolai Nikolaevich Ge (1831-1894) e Vasily Grigorievich Perov (1834-1882).
Kramskoi liderou a sociedade na luta da vanguarda por ideais democráticos, em oposição às normas da Academia de Arte de São Petersburgo. Vladimir Stasov (Vladimir Petrovich Stasov, 1824-1906) foi o crítico de arte associado à Sociedade para Mostras Itinerantes de Arte. Participaram e se destacaram Kostantin Apollonovitch Savitsky (1844-1903), e o pintor, conhecido por seus grandes afrescos murais com temas históricos, Vasily Ivanovich Surikov (1848-1916); o pintor acadêmico Fiodor Antonovich Bruni (1799-1875), além de Mikhail Mikhailovich Cheremnyk (1890-1962), Nicolai Alexeievich Kasatkin (1859-1930), Arkhip Ivanovich Kuindzhi (1842-1910); o precursor do Impressionismo russo Isaac Iliych Levitan (1860-1900); Rafail Sergeevich Levitsky (1847-1940), Vladimir Egorovich Makovsky (1846-1920), Mikhail Vasilievich Nesterov (1862-1942), Lev Pasternak (Leonid Osipovich Pasternak, 1861-1945); Vasily Dmitrievich Polenov (1844-1937), que posteriormente pintou cenários para os Balés Russos (Paris, 1909-1929); Illarion Mikhailovich Pryanishnikov (1840-1894), Ilya Yefimovich Repin (1844-1930), Andrey Petrovich Ryabuszhinky (1861-1904), Konstantin Apollonovich Savitsky (1844-1903); o paisagista Alexey Kondatrievich Savrasoy (1830-1897); Valentin Aleksandrovich Serov (1830-1897) e uma das pioneiras das vanguardas russas, a destacada pintora de interiores Emily Shanks (Emillya Yakovlevna Shanks, 1857-1936); Ivan Ivanovich Shishkin (1832-1898), Vasily Ivanovich Surikov (1841-1880), que estudou na Academia Julian, em Paris; Apollinary Mikhailovich Vastnesov (1856-1933) e seu irmão, Victor Mikhailovich Vastnesov (1848-1926); e Nikolai Alexandrovich Yarosshenko (1846-1898), entre outros, como os escultores Marina D. Ryndziunskaya (1877-1946) e Ivan Semenovich Yefimov (1844-1930).
As pinturas do grupo foram influenciadas pela estética de Vissarion Grirorievich Belinsky (1811-1848), e de Nikolay Gravilovich Chernyshevsky (1828-1889), artista liberal que lutou pela extinção da servidão, o que ocorreu finalmente por decreto de Nicolai II (1861). Os castigos corporais, a pena capital e a censura a imprensa eram vistas como influências maléficas ocidentais, que deveriam ser banidas da sociedade russa. As idéias políticas de Chernyshevsky levaram-no a ser censurado e, inclusive, proibiram a apresentação de sua dissertação durante a mostra anual dos trabalhos acadêmicos. Em protesto contra a censura às obras de Chernyshevsky, 14 estudantes da Academia de Arte se rebelaram e se retiraram da instituição (São Petersburgo, 1861). Alguns anos depois esses artistas, que desejavam levar sua arte ao povo russo, haviam formado o cerne da cooperativa que organizou a Sociedade Para Mostras Itinerantes de Arte (1870-1923).
A arte dos associados ao dito, Grupo dos Itinerantes [Peredvisniki] evoluiu durante alguns anos. Foram organizadas 48 exposições itinerantes, de São Petersburgo a Moscou, Kiev, Kharkov, Kazam, Orel, Riga e Odessa, entre outras cidades (1871-1923). A sociedade prosperou durante duas décadas (1870-1890). Através de sua arte a Sociedade mostrou muitas características da vida russa, rural e urbana, que enfatizavam nos camponeses e deserdados da sorte a força de caráter presente nas suas figuras humanizadas A obra dos pintores que ficaram conhecidos como Itinerantes revelou influência da luminosidade dos Impressionistas franceses, que se mostrou bem mais atraente do que a pesada paleta acadêmica que vigorava na arte russa do mesmo período.
A luta pela emancipação do povo russo foi mostrada em muitas obras de Ilya Repin, um dos maiores expoentes da arte russa, como em A Prisão do Propagandista e Recusa à Confissão, entre outras: e nas obras que mostraram fatos históricos como na pintura de Vasily Surikov, A Manhã da Execução de Streltsy. E Mikhail Nesterov se destacou devido à obra intitutulada A Visão do Jovem Bartolomeu (1890-1891), sobre a conversão do santo medieval russo Sergey Radonejsky, considerada a obra inaugural do Simbolismo religioso na arte russa.
A 42ª Exposição Itinerante (Moscou, 1913), apresentou obras de Vasily Nikolaevich Baksheev (1862-1958), Varvara Dmitrievna Bubnova (1886-1983), David Davidovich Burliuk (1882-1967), Nikolay Petrovich Bogdanov-Belsky (1868-1945), Nikolai Vitold Kaetanovich Byalinitsky-Birulya (1872-1957); Nikolai Ivanovich Fechin (1881-1955), artista que emigrou para os EUA e faleceu na Califórnia; Alexander Mikhailovich Gerasimov (1881-1963), Konstantin Ivanovich Gorbatov (1876-1945), Nicolai Alexeievich Kasatkin (1859-1930), Kiryak Konstantinovich Kostandy (1852-1921), Vladimir Egorovich Makovsky (1846-1920), Vasily Dmitrievich Polenov (1844-1927) ), artista que estudou na França; Pavel Aleksandrovich Radimov (1887-1967), Ilya Efimovich Repin (1844-1930), além de Petr Kelin e Pyotr Staranosov.
Posteriormente pertenceram ao Grupo (Soviético) da Associação de Arte Ativa Revolucionária [AKhR] (Moscou, 1922-1932; v.) vários pintores destacados no dito, Grupo (Russo - Soviético) dos Itinerantes: Abram Efimovich Arkhipov (1862-1930), Nicolay Alexeievich Kasatkin (1859-1930), Arcady Alexandrovich Rylov (1870-1939); e Georgy Konstantinovich Savitsky (1887-1949), filho de Konstantin Apollonovich Savitsky.
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Saturday, October 17, 2015
1897-1925 PANORAMA DO INSTITUTO (RUSSO-SOVIÉTICO) DE PINTURA ESCULTURA E ARQUITETURA (Moscou).
1897-1925 PANORAMA DO INSTITUTO (RUSSO-SOVIÉTICO) DE PINTURA ESCULTURA E ARQUITETURA (Moscou).
Depois da Revolução Russa alguns grupos russos de vanguarda se formaram em outras cidades, mas depois vieram para Moscou, que se tornou a capital da URSS - União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. O maior impulso na formação da vanguarda russa e soviética ocorreu a partir do ensino no Instituto de Pintura Escultura e Arquitetura de Moscou. Nessa instituição estudaram os principais impulsionadores dos primeiros grupos das vanguardas russas.
Foram professores do Instituto de Pintura, Escultura e Arquitetura, Vasily Grigorievich Perov (1834-1882), Illarion Mikhailovich Pryanishnikov (1840-1894) e Alexei Kondratievich Savrasoy (1830-1897), expoentes do Grupo dos Itinerantes ou da Sociedade Para Mostras Itinerantes de Arte (São Petersburgo, 1870-1924, v.).
Outros pintores destacados também foram professores desta escola para formação das vanguardas artísticas russas, como Valentin Aleksandrovich Serov (1865-1911), em 1897-1904; Konstantin Fedorovich Youon (1875-1958), em 1903-1904; Konstantin Aleseevich Korovin (1861-1939), de 1905 a 1910; e Leonid Osipovich Pasternak (1861-1945), Apollinary Mikhailovich Vastnesov (1856-1933) e Alexey Stepanovich Stepanov (1858-1923), professores em 1914-1917 e Isaac Ilyich Levitan (1860-1900).
No Instituto de Pintura Escultura e Arquitetura de Moscou foi aluno (1901), Arthur Vladimirovich Fonvizin (1883-1973); (1902-1904/ 1907-1908), Vladimir Evgrafovich Tatlin (1885-1953); (1904-1910), Kazimir Severinovich Malevich (1878-1935); (1905-1910), Robert Rafailovich Falk (1886-1958); (1906-1910), Peter Ignatievich Bromirsky (1886-1919/20); (1906-1908/ 1912-1913), Ivan Semenovich Yefimov (1844-1930); (1907-1911), Sergey Vasilievich Gerasimov (1885-1964); (1909-1914), Nikolay Mihailovich Grigoryev (1880-1946); (1910-1911), Alexis Gerashchenko (Alexey Gerashchenko, 1883-1927); (1910-1914), David Davidovich Burliuk (1882-1967), Arcady Alexandrovich Plastov (1893-1972), Martiros Sergeevich Sariyan (1880-1972), Alexander Vasilievich Shevchenko (1883-1948), Abram Efimovich Arkhipov (1862-1930), Nicolai Alexeievich Kasatkin (1859-1930), Kuzma Sergeevich Petrov-Vodkin (1875-1935), Vasily Grigorievich Perov (1834-1882), Illarion Mikhailovich Prynishnikov (1840-1894) e Alexey Kondatrievich Savrasoy (1830-1897).
Nesta prestigiosa instituição estudaram Nikolay Platonovich Andreyev (1882-1947), Alexey Vasilievich Babichev (1887-1963), Nikolay Petrovich Bogdanov-Belsky (1868-1945), Sergey Alexandrovich Bogdanov (1888-1967), Vasily Nikolaevich Chekrygin (1897-1922), Nikolay Gavrilovich Chernyshov (1828-1889), Vladimir Nikolaevich Domogatsky (1876-1939), El Lissitzky (Eleazar Markovich, 1890-1941), Stephan Dmitrievich Erzia (1876-1959), Robert Rafailovich Falk (1886-1958), Vera Favorskaya (1896-1977), Konstantin Feofanovich-Morosov (1894-1990), Nikolay Petrovich Feofilatkov (1878-1941), Arthur Vladimirovich Fonvizin (1883-1973), Alexis Gerashchenko (Alexey Gerashchenko, 1883-1927), Sergey Vasilievich Gerasimov (1885-1964), Ilya Alexandrovich Golosov (1883-1945), Andrey Dmitrievichch Goncharov (1903-1979), Anna Golubkhina (1889-1990), Alexey Vasilievich Grischenko (1883-1927), Alexander Dmitrievich Korin (1895-1986), Pavel Dmitrievichy Korin (1892-1967), Sergey Timofeevich Konenkov (1874-1971), Boris Davidovich Korolev (1885-1963), Nadezhda Krandiyevskaya (1891-1963), Ivan Alekseevich Kudryashov (1896-1972), Sergey Mikhailovich Luppov (1883-1977), Ilya Ivanovich Mashkov (1881-1944); Leonid Osipovich Pasternak (1861-1945), Vasily Dmitrievich Polenov (1844-1921), Kliment Nikolaevich Redko (1897-1956), Vasily Vasilievich Roshdesdtvensky (1884-1963), Valentin Aleksandrovich Serov (1865-1911), Alexander Vasilievich Shevchenko (1883-1948), Vasily Ivanovich Schukaev (1887-1973), Konstantin Andreievich Somov (1869-1939), Piotr Nikolaevich Troubetskoy (Príncipe Paolo Troubetskoy), Apollinary Mikhailovich Vastnesov (1856-1933), Sergey Mikhailovich Volnukhin (1859-1921), Georgy Bogdanovich Yaculov (1884-1928), Ivan Semenovich Yefimov (1844-1930), Vasyl Yermilov (Vasily Mikhailovich Yermilov, 1894-1968), Konstantin Fedorovich Yuon (1875-1958), Grigory Zimin (Georgy Alexandrovich Zimin, 1901-1983), entre outros. Muitos dos citados acima se transformaram nos melhores artistas e professores das vanguardas russas e soviéticas.
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
Djafarova, S. (Biogr.). Apud Lodder, C., Milner, J., Basner, E., (Orgs.). (1993). La Vanguardia Rusa 1905-1925, en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF.
Djafarova, S. Una politica de difusión del arte moderno: los museos de cultura artistica. Apud Lodder, C., Milner, J., Basner, E. (Orgs.). (1993). La Vanguardia Rusa, 1905-1925 en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF.
Gassner, H. (1992). The Constructivists: Modernism on the way of Modernization. Translated by Jurgen Riehle. Apud Celant, G., Gimenez, C. (Orgs.). (1992). The Great Utopia. The Russian and Soviet Avant-Garde 1915-1932. Frankfurt: Schirn Kunsthalle. Amsterdam: Stedelijk Museum. New York: The Solomon Guggenheim Museum.
Kovtun, Y. (1998). Mikhail Larionov 1881–1963. Bournemouth: Parkstone Press (Great Painters).
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Kovtun, Y. (1996). Russian Avant-Garde in the 1920-1930s: Painting, Graphics, Sculpture, Decorative arts from the Russian Museum in St. Petersburg. Bournemouth: Parkstone Publishers. St. Petersburg: Aurora Art Publishers.
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Milner, J. (1993). Arte, Guerra y Revolucion. Apud La Vanguardia Rusa, 1905-1925, en las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF.
Petrova, Y., Kibilitsky, J., Rodríguez, A., Athaide, R. de, Cochiaralle, F. (Orgs.). (2009). Virada Russa: a Vanguarda na Coleção do Museu Russo de São Petersburgo. Tradução de Elena Vassina, Alexander Borodin e Joseph Kiblitsky. São Paulo: Joseph Kiblitsky, Palace Editions, pp.152-157, 165-177.
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https://en.wikipedia.org/wiki/Isaac_Levitan
Wednesday, October 14, 2015
1757-1764-1933-1947-1991-Hoje PANORAMA DA ACADEMIA RUSSA DE ARTES (São Petersburgo, 1757-hoje) - ACADEMIA (RUSSA) DAS TRÊS NOBRES ARTES (1757-1764), que se tornou a ACADEMIA IMPERIAL DE ARTES OU ACADEMIA DE ARTES DE SÃO PETERSBURGO [IAH] (1764-1933); depois, ACADEMIA RUSSA DE ARTES (1933-1947), ACADEMIA DE ARTES DA URSS (1947-1991); e, novamente, ACADEMIA RUSSA DE ARTES (São Petersburgo, 1991-hoje).
1757-1764-1933-1947-1991-Hoje PANORAMA DA ACADEMIA RUSSA DE ARTES (São Petersburgo, 1757-hoje) - ACADEMIA (RUSSA) DAS TRÊS NOBRES ARTES (1757-1764), que se tornou a ACADEMIA IMPERIAL DE ARTES OU ACADEMIA DE ARTES DE SÃO PETERSBURGO [IAH]
(1764-1933); depois, ACADEMIA RUSSA DE ARTES (1933-1947), ACADEMIA DE ARTES DA URSS (1947-1991); e, novamente, ACADEMIA RUSSA DE ARTES (São Petersburgo, 1991-hoje).
O prédio de estilo Neoclássico da Academia Imperial de Artes foi construído com projeto de Jean-Baptiste Michel Vallin de La Mothe (1729-1800), assistido por Y. M. Feltin e Alexander F. Kokorinov (1764-1789). A Academia das Três Nobres Artes (São Petersburgo, 1757-), inaugurada por seu patrono o conde Ivan Shuvalov (1727-1797), Ministro da Educação no reinado da Imperatriz Autocrata de Todas as Rússias, filha de Pedro, o Grande (1672-1725), Elizaveta Petrovna Romanova (1709-1762). Até a construção do novo prédio a Academia Imperial de Artes esteve localizada no Palácio Shuvalov (1757-1764).
Foi Catarina II (Sofia Augusta Frederica, Princesa de Anhalt-Zerbst, Alemanha, 1729-1793), quem nomeou a escola como Academia Imperial de Artes e indicou seu primeiro reitor, Alexander F. Kokorinov, encarregado do projeto da nova edificação que levou 25 anos sendo construída. O arquiteto-decorador Konstantin Andreyevich Thon (1794-1881) foi responsável pelo projeto dos luxuosos interiores: ele adornou a fachada com duas esfinges com 3000 anos de idade trazidas do Egito. O novo encarregado de reorganizar a academia como departamento, foi Ivan Ivanovich Betskoy (1704-1795). Distribuindo ordens Betskoy reuniu todos os assuntos referentes às artes através do país, promovendo os princípios neoclássicos. Durante período prolongado Academia Imperial de Artes levou destacados artistas russos para estudarem no exterior, principalmente na Itália e França, onde apreciaram a modernidade na arte de seu tempo e aprenderam os princípios clássicos das artes.
A Academia de São Petersburgo reuniu coleção respeitável de obras de arte estrangeiras, escolhidas para serem estudadas e copiadas a partir das pinturas de Jean-Dominique Ingres (1780-1825), entre outros mestres. O escultor Vladimir Alexandrovich Beklemishev (1861-1919), foi professor da Academia de São Petersburgo, sendo seu aluno de escultura Alexander Nikolaevich Zlatovratsky (1878-1960), que posteriormente estudou na ENSBA (Paris, 1908).
Em meados do século XIX o ensino da academia foi desafiado por grupo de pintores, conhecido como o Grupo dos Itinerantes [Pereddvishniki], mais precisamente como o Grupo (Russo - Soviético) da Sociedade para Mostras Itinerantes de Arte (v.). Os artistas, liderados por Ivan Kramskoy (1837-1887), se retiraram da Academia e promoveram a arte dos associados em mostras itinerantes por toda a Rússia
Depois da Revolução Russa (1917), a Academia soviética passou por inúmeras transformações, recebendo os nomes de Academia Russa de Artes (1933) e de Academia de Artes da URSS (1947), para depois voltar ao nome anterior, de Academia Russa de Artes (1991). A importante coleção de arte reunida pela Academia de São Petersburgo, incluindo pinturas de Jean-Dominique Ingres (1780-1825), Jean-Louis David (1748-1825) e Nicholas Poussin (1594-1665), entre outros mestres europeus, passou ao acervo do Museu Ermitage, localizado na outra margem do rio. O Academicismo floresceu com nova roupagem sob a ditadura de Iosif Stalin (1924-1953; v. Arte Totalitária; v. o Grupo da Associação de Artistas da Rússia Revolucionária [AKhRR] e v. o Grupo da Associação de Arte Ativa Revolucionária [AKhR]).
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
Massie, R. (2012). Catarina, a Grande: Retrato de uma Mulher. Rio de Janeiro: Rocco, pp. 19, 21, 30, 392, 404.
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Friday, October 2, 2015
1972-1982-REALISMO SOCIALISTA SOVIÉTICO EM NOVA YORK [SOCIAL SOVIETIC REALISM IN NEW YORK] (Nova Iorque, c. 1972-1982).
REALISMO SOCIALISTA SOVIÉTICO EM NOVA YORK [SOCIAL SOVIETIC REALISM IN NEW YORK] (Nova Iorque, c. 1972-1982)
Destaques; Vitaly KOMAR e Alexander MELAMID.
No começo da década de 1970, dois artistas russos, Vitaly Komar (1943-) e Alexandre Melamid (1945-), depois de perseguidos no seu país, emigraram para os Estados Unidos. A dupla se radicou em Nova York, onde viveram juntos e pintaram obras de crítica social, na paródia ao estilo do Realismo Socialista Soviético. Ambos expuseram obras pictóricas conjuntas (1972-), e, uma década depois, fundaram, o Grupo (Soviético – Americano) da Paixão de Kasemir (Nova York, 1982 - c. 1990).
A pintura da dupla, de técnica clássica, erudita, parodiou, através dos temas pintados, a imagem propagandística da arte do conhecido como Realismo Socialista Soviético, que glorificou o regime soviético da URSS de Iosif Stalin (1878-1953), representado na década de 1920-1932 pelo Grupo (Soviético) da Associação de Artistas da Rússia Revolucionária [AKhRR] - e pelo Grupo (Soviético) da Associação de Arte Ativa Revolucionária [AKhR] (v.).
Outro grupo europeu lançou a arte oposta ao do Realismo Socialista Soviético: foi o do Grupo (Berlinense) do Realismo Capitalista Alemão (v.).
Wednesday, September 16, 2015
LISTAGEM: ROSTA E AGÊNCIA TASS.
LISTAGEM: ROSTA E AGÊNCIA TASS.
http://meltonpriorinstitut.org/pages/textarchive.php5?view=print&ID=195&language=English
TASS
Mark Aleksandrovich Abramov (Moa)
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Moa
Petr Aleksandrovich Aliakrinskii
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Aliakrinskii
Mikhail Mikhailovich Cheremnykh
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Cheremnykh
Viktor Nikolaevich Denisov (Deni)
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/artwork/203941
Nikolai Federovich Denisovskii
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Denisovskii
Viktor Semenovich Ivanov
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Ivanov
Sergei Nikolaevich Kostin
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Kostin
Kukryniksy
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Kukryniksy
Vladimir Vasil’evich Lebedev
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Lebedev
Vladimir Ivanovich Liushin
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Liushin
Vladimir Vladimirovich Maiakovskii
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Maiakovskii
Vladimir Alekseevich Milashevskii
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Milashevski
Georgii Grigor’evich Nisskii
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Nisskii
Andrei Ivanovich Plotnov
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Plotnov
Petr Ashotovich Sarkisian
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Sarkisian
Georgii Konstantinovich Savitskii
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Savitskii
Petr Mitrofanovich Shukhmin
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Shukhmin
Pavel Petrovich Sokolov-Skalia
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Skalia
Viktor Pavlovich Sokolov
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Sokolov
Mikhail Mikhailovich Solov’ev
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Solovev
Konstantin Aleksandrovich Vialov
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Vialov
Aleksandr Nikolaevich Volkov
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Volkov
Sunday, August 9, 2015
1927-1932-REALISMO SOCIALISTA SOVIÉTICO NA FASE DA PURIFICAÇÃO [CHISTKA].
1927-1932-REALISMO SOCIALISTA SOVIÉTICO NA FASE DA PURIFICAÇÃO [CHISTKA].
No início da década de 1930 o mundo artístico soviético estava cada vez mais dominado por grupo políticos que passaram a reger a estética da arte, quando a censura passou a parte fundamental dessa fase repressora. Não havia mais liberdade. Nos anos precedentes Iósif Stalin havia estimulado a disputa de classes, forçando a coletivização e a industrialização no seu dito, Plano de Cinco Anos. Os artistas jovens, prensados entre manobras políticas, foram submetidos a testes sócio-políticos no intuito de controlar o conteúdo e o estilo da arte soviética (1927-1931).
Foi realizada conferência para discussão de validade da pintura de cavalete (1928). O fundador do grupo soviético da Sociedade dos Pintores de Cavalete [OST] (Moscou, 1925-1932), David Petrovich Shterenberg (1881-1948) discursou, defendendo o grande valor cultural das pinturas, afirmando que, no momento, a arte estava submetida a condições sociais extremas, mas que deveria tornar-se integrada à coletivização e envolver-se com a industrialização. O grupo de artistas fundamentalistas da Associação de Arte Ativa Revolucionária [AKhR] (Moscou, 1922-1932) replicou, evidenciando as ditas, “tendências burguesas” na arte de Shterenberg, Labas (Aleksandr Arkadievich Labas, 1900-1983) e dos artistas do Grupo dos Projecionistas, entre outros (DOUGLAS, 1972: 458).
Na palestra proferida no outono, o pilar da Academia Ivan Liudgovich Matsa (1893-1974) iniciou com crítica ácida, condenando a história contemporânea da academia como referência do idealismo burguês. Matsa repetia que faltava à RAKhN a fervente apologia comunista, que a instituição estava perpetuando visão burguesa do mundo (1928). No ano seguinte ocorreu o reforço da acusação, através de campanha que incluiu alguns rakhnovts, inclusive seu vice-presidente, o artista ucraniano
Gustav Gustavovih Shpet (1878-1937), no jornal Komsomolskaia Pravda (fevereiro, 1929). Poucos meses depois Shpet foi destituído da vice-presidência da RAKhN, sendo substituído por Mikhail Morosov (abril, 1929). No mês seguinte, Sergei Amaglobeli substituiu Alexei Sidorov como Seretário Acadêmico.
A resolução do Comitê Central do Partido Comunista determinou o encerramento de todas as associações de artistas, escritores e intelectuais em todo o território da URSS (23 de abril, 1932). Não escaparam nem a vanguarda recente, expressão da ditadura do proletariado, a Sociedade dos Pintores de Cavalete [OST] (Moscou, 1925-1932), nem a Associação de Arte Ativa Revolucionária [AKhR] (Moscou, 1922-1932), nem outra entidade reveladora da ortodoxia proletária, a Associação Russa de Artistas Proletários [RAPKh], mas permaneceu somente a Cooperativa de Todas as Associações de Arte Russa [Vsekokhudozhnik] (1929-).
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
BOWLT, J. E. RAKhN on Trial The Purge of Gustav Shpet. Retrieved from
http://booksandjournals.brillonline.com/content/journals/10.1163/2211730x97x00413?crawler=true
Acessed in May 15, 2015.
DOUGLAS, C. Terms of Transition: The First Discussional Exibition of the Society of Easel Painters. CATÁLOGUE. WEBER, Jurgen, KRENS, Thomas, GOVAN, Michael, GUSEV, Vladimir, PETROVA, Evgeniia, KOROLEV, Ilya. The Great Utopia: The Russian and Soviet Avant-Garde, 1915-1932. Salomon R. Guggenheim Museum, State Tretyakov Gallery, State Russian Museum, Shirn Kunsthalle, Frankfurt: 01-10 May, 1992. Stedelijk Museum, Amsterdam; Salomon R. Guggenheim Museum, New York. New York: Salomon R. Guggenheim Museum, Rizzoli, 1992, 732p, il., pp. 450-465.
LEBEDEVA, I. The Poetry of Signs Projetionism and Eletroorganism. CATALOGUE. WEBER, Jurgen, KRENS, Thomas, GOVAN, Michael, GUSEV, Vladimir, PETROVA, Evgeniia, KOROLEV, Ilya. The Great Utopia: The Russian and Soviet Avant-Garde, 1915-1932. Salomon R. Guggenheim Museum, State Tretyakov Gellery, State Russian Museum, Shirn Kunsthalle, Frankfurt: 01-10 May, 1992. Stedelijk Museum, Amsterdam; Salomon R. Guggenheim Museum, New York. New York: Salomon R. Guggenheim Museum, Rizzoli, 1992, 732p, il., pp. 441-449.
Saturday, July 11, 2015
1930-1945 (1996) ARTE TOTALITÁRIA INTERNACIONAL, EXPOSIÇÃO ARTE E PODER, EUROPA SOB DITADORES, 1930-1945.
ARTE TOTALITÁRIA INTERNACIONAL, EXPOSIÇÃO ARTE E PODER, EUROPA SOB DITADORES, 1930-1945.
A ESTATIZAÇÃO DA POLÍTICA E A POLITIZAÇÃO DA ARTE (Londres, Barcelona e Berlim, 1996).
A estética promovida pela Arte Totalitária foi tema da mostra internacional intitulada Arte e poder: Europa sob ditadores, 1930-1945: A Estatização da Política e a Politização da Arte [Art and Power: Europe under Dictators, 1930-1945. The Aesthetisisation of Politics and the Politicisation of Art], A mostra, inaugurada nas Galerias Hayward (Londres), itinerante ao CCCB - Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (27 fev. – 05 maio) e depois, ao Museu Histórico de Berlim (11 jun. – 20 ago., 1996). A curadoria da mostra foi do renomado professor Dawn Ades, da Universidade de Essex; de David Elliot, Diretor do Museu de Arte Moderna de Oxford; do professor Tim Benton, da Universidade Aberta; do Dr. Iain Boyd Whyte, Diretor do Centro de História da Arquitetura da Universidade de Edinburgo, entre outros renomados historiadores da arte internacional. A exposição foi apoiada pelo comitê de renomados diretores de museus de todas as partes da Europa.
A exposição foi organizada mostrando quatro cidades, começando com a Exposição Universal (Paris, 1937), destacando a extrema competividade dos poderes dos países se enfrentando no campo cultural, com cada pavilhão mostrando o credo particular de seu país, no ambiente belicoso que prenunciava a disputa do poder que se seguiria, na Segunda Guerra Mundial. A mostra depois colocou seu foco nas cidades de Roma, Moscou e Berlim, quando incluiu c. de 600 obras de arte, pinturas, esculturas, projetos e modelos arquitetônicos, desenhos, fotografias, cartazes e filmes. Muitos dos projetos e modelos arquitetônicos nunca haviam sido mostrados antes: novos planos de urbanização idealizados pelos ditadores Hitler, Mussolini e Stalin, mostraram que a sua megalomania, sem a menor dúvida, abraçou a arquitetura de seu tempo. A exposição mostrou como Berlim seria, se Hitler tivesse vencido a guerra; e, em Moscou, a exposição colocou em evidencia vários projetos de arquitetura como o do futuro Palácio das Competições Soviéticas, o Metrô, e a Mostra da União de Todas as Agriculturas. Em todas as seções da exposição foi apresentada a arte oficial, patrocinada pelo estado, bem como a arte de oposição e a arte no exílio.
A Arte Totalitária soviética mais reconhecida foi a exercida pelos artistas participantes do dito, Realismo Socialista Soviético (v.), destacado no grupo da Associação de Artistas da Rússia Revolucionária [AKhRR] (Moscou, 1921-) e da sua sucessora, a Associação de Arte Ativa Revolucionária [AKhR] (Moscou, 1922-1932; v.). Foram mostradas obras dos artistas soviéticos de vanguarda da geração anterior, K. Malevich, V. Tatlin, P. Filonov. que sofreram com o regime, bem com a arte dos artistas oficiais promovidos pelo Realismo Socialista Soviético (v. Arte Degenerada).
1918-1921-COMUNISMO DE GUERRA, ARTE PARA AS MASSAS E AGITAÇÃO PROPAGANDÍSTICA (Moscou - Petrogrado).
COMUNISMO DE GUERRA, ARTE PARA AS MASSAS E AGITAÇÃO PROPAGANDÍSTICA (Moscou - Petrogrado, 1918-1921).
Nessa época conturbada a arte se encontrava dividida entre Figurativa e Abstrata, levando a concepção de grande número de alegorias, não deixando campo para a indiferença. Desejoso de perpetuar a memória dos revolucionários russos Lenin propôs na primavera seu Plano de Propaganda Monumental (1918). Foram erigidos 66 monumentos dedicados as personalidades revolucionárias, destacadas nos espaços públicos, nas ruas e praças de Moscou e Petrogrado. Havia carência de materiais artísticos adequados como bronze, mármore e granito. Os artistas precisaram improvisar monumentos com concreto ou material similar em prazo inadequado, pois seria necessário tempo prolongado para criação de monumentos que, mesmo inaugurados festivamente pudessem ser preservados, pois quase nada restou dessas obras criadas nos primeiros anos pós-revolucionários.
Os artistas russos de vanguarda sempre estiveram em busca da liberdade na arte, paz e justiça social. A Revolução Russa trouxe a esperança de novos horizontes, o sonho da nova arte na sua missão altruísta e idealista de se colocar a serviço do povo. Muitos dos artistas deram crédito inicial aos bolcheviques, nessa fase de muita agitação, inúmeras discussões, profundos questionamentos, manifestações e debates públicos. Aderiram à nova ordem da arte artistas renomados nas vanguardas russas como Mikhail Mikhailovich Adamovich (1878-1935), Nina Evseevna Aisenberg (1902-1974), Natan Arons Iaseyevich Altman (1889-1950), Ilya Grigorievich Chasnyk (1902-1929), Sergey Vasilievich Chekhonin (1878-1936), Ivan Ivanovich Chekmazov (1901-1961), Mikhail Mikhailovich Cheremnyk (1890-1962), Natália Yakovlevna Danko (1892-1942), Mstislav Valerianovich Dobuzhinsky (1875-1957), Robert Rafailovich Falk (1886-1958), Sergey Vasilievich Gerassimov (1885-1964), Sergei Timofeevich Konenkov (1874-1971), Pavel Varfomeevich Kuznetzov (1878-1968), Alexandr Alexandrovich Kuprin (1880-1960), Boris Mikhailovich Kustodiev (1878-1927), Vladimir Vasilievich Lebedev (1891-1967), Aristarkh Vasilievich Lentulov (1882-1943), Vladimir Vladimirovich Maiakovsky (1893-1930), Kazimir Severinovich Malevich (1878-1935), Dmitry Stakievich Moor (1883-1946), Vera Ignatievna Mukhina (1889-1953), Alexandr Alexandrovich Osmerkin (1892-1963), Kuzma Sergeevich Petrov-Vodkin (1878-1939), Ivan Albertovich Puni (1888-1956), Aleksandr Mikhailovich Rodchenko (1891-1956), Alexandra Vasilievna Schekatkhina-Popotskaya (1892-1967), David Petrovich Shterenberg (1881-1948), Piotr Mitrofanovich Schukhmin (1894-1955), Varvara Feodorovna Stepanova (1894-1958), Nikolai Mikhailovich Suetin (1897-1954), Vladimir Evgrafovich Tatlin (1885-1953), Piotr Savvich Utkin (1877-1934), os irmãos arquitetos Aleksandr Aleksandrovich Vesnin (1896-1954) e Victor Aleksandrovich Vesnin (1902-1950), entre outros como o jornalista Nikolai Ivanov.
Agora se aproximava a data festiva do primeiro aniversário da Revolução: foram convocados muitos dos artistas relacionados acima para trabalharem na ornamentação da Praça de Moscou, a nova capital, bem como decorar os principais edifícios históricos nas avenidas da antiga São Petersburgo, agora Petrogrado (1915-). Os artistas abraçaram com entusiasmo a tarefa inédita de preparar espetáculos para as massas no cenário renovado, pois as principais cidades russas foram invadidas por tropas nas ruas com pouca ou nenhuma iluminação, cruzadas por ladrões e malfeitores, onde se ouviam ruídos dos tiroteios ocasionais. Antes do anoitecer longas filas se formavam na frente das padarias, sendo que o muito que havia sido destruído precisava ser reconstruído: o Exército Vermelho precisava de armas e equipamentos e a velha Rússia, eminentemente rural, precisava tornar-se potência industrializada. Havia grande esforço nas fábricas, onde operários trabalhavam o mais que podiam, muito mais por idealismo do que em troca da magra ração (ROOB, 2014: ).
Este período recebeu a denominação de Comunismo de Guerra e o país havia se transformado em campo de batalha, onde camponeses morriam de fome especialmente nas aldeias remotas, sem que as autoridades soviéticas movessem sequer um dedo para ajudá-los. Altman foi o artista engajado na Revolução Russa, cujos desenhos chegaram até nós, pois participou da criação das decorações de rua nas festas do Primeiro Aniversario da Revolução (Petrogrado, 1918). Altman executou quatro projetos para decorações das ruas da cidade, acompanhado por projetos de Dobuzhinsky, Kustodiev, Petrov-Vodkin, Shterenberg, Chekhonin e Lebedev. Os desenhos originais de Altman pertencem ao acervo do Museu Russo de São Petersburgo [MRSP] e se encontram reproduzidos (KRENS, 1992). Dois anos depois Altman decorou o cenário da maior festa comemorativa da Revolução Russa, quando espetáculo de massa reproduziu a tomada do Palácio de Inverno (07 novembro, 1920), evento com a participação de 8000 pessoas, bailarinos, ginastas, artistas circenses e quase 2000 extras, sob a direção de Nikolai Nikolaevich Yevreinov (ou Evreinov, 1879-1953).
Em Moscou as ruas e praças foram ornamentadas com projetos dos irmãos arquitetos Vesnin, Aleksandr Aleksandrovich (1896-1954), e Vitor Aleksandrovih (1902-1950), e de Alexander Vasilyevich Kuprin (1880-1960), Sergey Vasilyevich Gerasimov (1885-1964), Alexander Alexandrovich Osmerkin (1892-1953), sendo que espetáculos foram projetados por Aristarkh Vasilyevich Lentulov (1882-1943) e Pavel Varfomeevich Kuznetzov (1878-1968), entre outros.
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DJAFAROVA, S. Una politica de difusión del arte moderno: los museos de cultura artistica. Apud KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C.. La Vanguardia Rusa, 1905-1925, en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF, 1993. 295p.: il., color.
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KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C.;.WEBER, J. The Great Utopia: The Russian and Soviet Avant-Garde, 1915-1932. Shirn Kunsthalle, Frankfurt: 01-10May, 12992. Stedelijk Museum, Amsterdam; Salomon R. Guggenheim Museum, New York. New York: Salomon R. Guggenheim Museum, Rizzoli, 1992, 732 p.: il.
DJAFAROVA, S. Una politica de difusión del arte moderno: los museos de cultura artistica. Apud KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C.. La Vanguardia Rusa, 1905-1925, en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF, 1993. 295p.: il., color,., pp. 27-32, 40-44.
LODDER, C. El arte de vanguardia en Rusia: experimento e innovación. Apud KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C.. La Vanguardia Rusa: 1905-1925, en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF, 1993. 295p.: il., color.
LODDER, C. The Transition to Constructivism. Apud KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C. The Great Utopia: The Russian and Soviet Avant-Garde 1915-1932. Frankfurt: Schirn Kunsthalle. Amsterdam: Stedelijk Museum. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, 1992.
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PETROVA, Y.; KIBLITSKY, J.;RODRÍGUEZ, A.; ATHAYDE, R. de; COCHIARALLE, F. Virada Russa: a Vanguarda na Coleção do Museu Russo de São Petersburgo. Tradução de Elena Vassina, Alexander Borodin e Joseph Kiblitsky. São Paulo: set. - nov. 2009. 226p.: il., color., pp.152-157, 165-177.
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SALLES, E. (Cur,). Gráfica Utópica: Arte Gráfica Russa 1904-1942. Rio de Janeiro: CCBB/ Centro Cultural Banco do Brasil, 2001.
Wednesday, July 8, 2015
1918-1921-MUSEU DE CULTURA ARTÍSTICA [MCA] (Moscou, dezembro, 1918-1921).
MUSEU DE CULTURA ARTÍSTICA [MCA] (Moscou, dezembro, 1918-1921).
Quando o poder pendeu para a ala esquerda das artes e o Colégio Pan-Russo das Artes e da Indústria Artesanal resolveu criar uma comissão especial para a qual convidou artistas de esquerda para formarem o novo MCA/ Museus de Cultura Artística, e a dita, Oficina dos Museus (Moscou). Toda a implantação, criação e resoluções referentes ao MCA/ Museu de Cultura Artística foram decisões dos artistas das vanguardas que participavam do Comissariado do Povo para a Educação [NARCOMPROS]: no novo sistema de ensino soviético foram os vanguardistas que estabeleceram o novo plano para a educação artística. Os MCA passaram a funcionar em prol da educação, trazendo a modernização do sistema da arte estatal russa: a organização passou a dispor de fundos para a aquisição de obras dos artistas plásticos das vanguardas russas.
A primeira Comissão dos MCA foi constituída por Wassily Kandinsky (1866-1944), Pavel Kusnetsov (1878-1968), David Shterenberg (1881-1948), Aleksei Morgunov (1884-1935), Robert Falk (1886-1959), Natan Altman (1889-1970), Aleksandr Rodchenko (1891-1956) e Ivan Punin (1894-1956). O primeiro diretor dos MCA foi Kandinsky (junho, 1919), mas ele logo caiu em desgraça por pertencer à velha guarda. O poder na arte, controlada pelo Estado Soviético desde a Revolução Russa, foi transferido para Aleksandr Rodchenko, o predileto do poderoso burocrata Osip Brik, o que facilitou sua ascensão. Na primeira oportunidade W. Kandinsky voltou ao Ocidente (c. 1922): quando Iosif Stalin assumiu o poder na URSS, ele cortou as verbas destinadas à promoção das artes soviéticas, quando, por falta de apoio estatal, foram encerradas as atividades de criação dos novos MCA / Museus de Cultura Artística (1919-1921). Nesse período foram criados c. de 30 MCAs, espalhados por todo o território de dimensões continentais da URSS.
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
DJAFAROVA, S. Una politica de difusión del arte moderno: los museos de cultura artistica. Apud KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C.. La Vanguardia Rusa, 1905-1925, en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF, 1993. 295p.: il., color.
LODDER, C., MILNER, J.; DJAFAROVA, S. (Biogr.). La Vanguardia Rusa, 1905-1925, en las colecciones de los Museos Rusos. Apud KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.;
KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C.. La Vanguardia Rusa, 1905-1925, en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF, 1993. 295p.: il., color.
LODDER, C. El arte de vanguardia en Russia: experimento e innovación. Apud KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C.. La Vanguardia Rusa, 1905-1925, en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF, 1993. 295p.: il., color.
Saturday, July 4, 2015
1918-1921-ROSTA – AGÊNCIA TELEGRÁFICA RUSSA, AS JANELAS DO EXÉRCITO ARTÍSTICO BOLCHEVIQUE (URSS).
ROSTA – AGÊNCIA TELEGRÁFICA RUSSA, AS JANELAS DO EXÉRCITO ARTÍSTICO BOLCHEVIQUE (URSS, 1918-1921).
ROSTA - Agência Telegráfica Russa [Rossiyskoye telegrafnoye agentstvo] (1918-1935), instituição estatal publicitária dos Bolcheviques, fundada pouco depois da Revolução Russa (1917). Mesmo depois da criação da Agência de Notícias da URSS - União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (1925), a ROSTA permaneceu como a agência estatal soviética de notícias.
O artista plástico e caricaturista Mikhail Mikhailovich Cheremnyk (1890-1962), que pertenceu ao bem sucedido Grupo dos Itinerantes, da cooperativa de artistas que organizou a Sociedade Para Mostras Itinerantes de Arte (1870-1923, v.), iniciou campanha publicitária, associado ao jornalista Nikolai Ivanov, com cartazes colados no interior das vitrines de antiga confeitaria desativada (Moscou, fevereiro, 1919). Esses cartazes nasceram no periodo da guerra civil ao do estabelecimento da economia rudimentar no país, na conturbada época Pós-Revolucionária, quando faltavam alimentos, até pão e faltava mídia impressa, jornais e revistas.
A campanha publicitária da ROSTA voltou-se para a maioria da população iletrada, mas apta a compreender poucas frases doutrinárias associadas às imagens contundentes, de fácil leitura visual. A maioria das imagens iniciais baseou-se na tradição folclórica russa das gravuras de Lubok (plural Lubik), xilogravuras populares, rústicas, de natureza religiosa, colecionadas por artistas russos de vanguarda como Mikhail Fiodorovich Larionov (1881-1964). Larionov, organizador da mostra N. 4, Raionistas, Futuristas e Primitivos (1914), quando expôs ícones russos e as xilogravuras produzidas na técnica primitiva, dita, Lubok, valorizando a arte de raiz folclórica, além de obras dos artistas das vanguardas pictóricas russas. As gravuras de Lubok se assemelham as xilogravuras populares do cordel brasileiro e nordestino.
Os cartazes da ROSTA foram executados com desenhos ultracoloridos, passíveis de serem vistos à distância, frequentemente usando quadrinhos como nas modernas HQ (Histórias em quadrinhos). Os cartazes não eram impressos, mas pintados manualmente com estencils produzidos com cartões, e, depois da reprodução do número desejavel de cartazes, os estensils eram enviados de cidade em cidade, circulando através do país. Devido à disposição dos cartazes nas vitrines das lojas vazias, idéia de Cheremnyk, essas peças publicitárias receberam do povo a denominação de Janelas Rosta [Okna Rosta].
Quando o artista multimídia Vladimir Vladimirovich Maiakovsky (1893-1930) vislumbrou a enorme possibilidade da popularidade dos Rostas, como os cartazes passaram a ser chamados, aliou-se ao grupo de artistas e criou mais de 100 cartazes. Esse coletivo de artistas entusiasmados, criando arte publicitária nos estúdios gelados, sem calefação, muitas vezes criavam um Rosta por dia. Anteriormente Malevich (Kazimir Severinovich Malevich, 1878-1935) passou a criar o texto, enquanto Maiakovsky executava os desenhos para os cartazes da editora Lubok de Hoje (1914-1915). A criativa dupla criou centenas de cartazes, impressos na técnica de Lubok: alguns cartazes dessa época, mostrando desenhos de Maiakovsky associados ao texto de Malevich, estiveram com seus originais na exposição Gráfica Utópica, Arte Gráfica Russa, 1904-1942, no CCBB e se encontram reproduzidos no catálogo (Rio de Janeiro, 2002). Agora Malevich, junto com Maiakovsky, também criou Rostas.
Outros artistas, adeptos de grande diversidade de estilos, se associaram ao grupo como Mikhail Adamovich (1878-1935), Nina Evseevna Aisenberg (1902-1974), Natan Arons Isaevich Altman (1889-1970), Ilya Grigorievich Chasnyk (1902-1929), Ivan Ivanovih Chekmazov (1901-1961), Sergey Vasilievich Chekhonin
(1878-1936), Natalia Danko (1892-1942), Deni (Viktor Mikhailovich Denisov, 1890-1962), Mstislav Valerianovich Dobuzhinsky (1875-1957), Aleksandr Vasilievich Kuprin (1880-1960), Sergey Tinofeevich Konenkov (1874-1971), Koslinsky, Boris Mikhailovich Kustodiev (1878-1927), Vladimir Vasilievich Lebedev (1891-1967), Dmitry Stakievich Moor (Orlov Stakhievich, 1883-1946), Vera Ignatievna Mukhina (1889-1953), Kuzma Sergeevich Petrov-Vodkin (1878-1935), Ivan Albertovich Puni (Jean Pougny, 1888-1956), Aleksandr Mikhailovich Rodchenko (1891-1956), Alexandra Vasilievna Shekatikhina-Pototskaya (1892-1967), David Petrovich Shterenberg (1881-1948), Varvara Feodorovna Stepanova (1894-1958), Nikolai Mikhailovich Suetin (1897-1954), Vladimir Evgrafovich Tatlin (1885-1953) e Piotr Savvich Utkin (1877-1934), entre outros, sob a égide de Cheremnykh, nesse coletivo de notícias ilustradas com muita arte inovadora e originalidade. No turbilhão frenético dessa fase cheia de esperança, os artistas estavam prontos para esmagar a velha arte, e abraçar a nova, quando inúmeros talentos foram revelados (Moscou, 1919-1921).
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
KOVTUN, Y. Mikhail Larionov: 1881–1963. Cronicle of the artist's life and work. Translated by Paul Williams. Bournemouth: Parkstone Press, 1998. 175p.: il., retrs. pp. 55-85, 92, 131- 142, 155- 175, 172- 175 (Great Painters).
KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C.;.WEBER, J. The Great Utopia: The Russian and Soviet Avant-Garde, 1915-1932. Shirn Kunsthalle, Frankfurt: 01-10May, 12992. Stedelijk Museum, Amsterdam; Salomon R. Guggenheim Museum, New York. New York: Salomon R. Guggenheim Museum, Rizzoli, 1992, 732 p.: il.
LODDER, C., MILNER, J.; DJAFAROVA, S. (Biogr.). La Vanguardia Rusa, 1905-1925, en las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF, 1993. 295p.: il., color., pp. 27-32, 40-44.
LODDER, C. El arte de vanguardia en Rusia: experimento e innovación. Apud KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C.. La Vanguardia Rusa: 1905-1925, en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF, 1993. 295p.: il., color.
LODDER, C. The Transition to Constructivism. Apud KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C. The Great Utopia: The Russian and Soviet Avant-Garde 1915-1932. Frankfurt: Schirn Kunsthalle. Amsterdam: Stedelijk Museum. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, 1992.
PETROVA, E.; VAKAR, I.; DOUGLAS, C. Malevich, Artist and Theoretician. Translated by Susan Mckee. Paris: Flammarion, 1996, pp. 06-25.
ROSTA Russian Telegraph Agency. From Wikipedia, the free encyclopedia. This page was last modified on 23 August 2013, at 21:12. Retrieved from:
https://en.wikipedia.org/wiki/Russian_Telegraph_Agency
Acessed in: April 21, 2015.
ROSTA. Graphic Illustrated Journalism and the Avant-garde - The ROSTA Windows of the Bolshevik Art Army. Roob, Alexander. This page was last modified on 02 February 2014. Retrieved from: www.meltonpriorinstitut.org (Dusseldorf, Germany).
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Acessed in: April 21, 2015.
SALLES, E. (Cur,). Gráfica Utópica: Arte Gráfica Russa 1904-1942. Rio de Janeiro: CCBB/ Centro Cultural Banco do Brasil, 2001.
Monday, June 29, 2015
1931-1936-VANGUARDAS POLONESAS: GRUPO (INTERNACIONAL) DOS A. r. - ARTISTAS REVOLUCIONÁRIOS (Lodz, Polônia; Paris, França).
VANGUARDAS POLONESAS: GRUPO (INTERNACIONAL) DOS A. r. - ARTISTAS REVOLUCIONÁRIOS (Lodz, Polônia; Paris, França, 1931-1936).
Destaques: STRZHEMINSKI, Wladislaw e Katarzyna KOBRO.
O Grupo do Unismo [Unizm] (1927-1934) formou-se com o artista russo Wladislaw Strzheminski (1893-1958), sua esposa Katarzyna Kobro (1898-1951) e o artista polonês Henryk Stazewsky (1894-1988), entre outros. Anteriormente Strzeminski organizou o Grupo dos Oito [Blok] (1924-1926) e o Grupo Praesens (1926-1929). Quando o Praensens perdeu-se nas disputas internas, Strzheminski, associado ao escritor, ensaísta, poeta e tradutor da vanguarda polonesa da Cracóvia, Julian Przybos (1901-1970), que vivia em Cieszyn, e ao poeta Jan Brzekowski (1903-1983), que vivia em Paris, formou o Grupo (Internacional) dos A. r. (Artistas revolucionários).
Esses associados citados participaram da revista criada por artistas e poetas, a Zwrotnica (Cracóvia). Nessa época Strzheminski e Kobro viviam em Koluszki (1929-1931): quando eles se radicaram em Lódz, declararam a cidade polonesa como sede oficial do Grupo dos A. r. (Artistas revolucionários).
Este grupo multimídia não organizou mostras coletivas de arte, mas suas obras participaram de inúmeras exposições coletivas na Polônia, várias organizadas no Instituto de Arte e Propaganda de Varsóvia, além de várias mostras no exterior. Brzekowski, que vivia em Paris, associado à artista polonesa Wanda Chodasiewsky-Grabowska, mais conhecida como Wanda Grabowska (1904-1983), associada ao Grupo (Internacional) Círculo e Quadrado [Cercle et Carré] (Paris, 1929-1931), foi participante da edição e publicação da revista L’Art Contemporain [A Arte Contemporânea]. Esta publicação divulgou os artistas poloneses do Grupo dos A. r. (Artistas revolucionários), e os artistas multimídia internacionais Jean (Hans) Arp (1886-1966), Michel Seuphor (1901-1999), Théo van Doesburg (1882-1931), Ferrnand Léger (1881-1955); Max Ernst (1891-1976, participante do Surrealismo: Paris, 1924-1966), e o francês organizador do Grupo do Purismo (Paris, 1925), Amedée Ozenfant (1886-1966); o artista italiano participante do Futurismo, Enrico Prampolini (1894-1956), todos expoentes do Grupo (Internacional) Círculo e Quadrado [Cercle et Carré] (Paris, 1929-1931). Outras publicações associadas ao Grupo A. r. foram as revistas Europa e Linea [Linha]. Os artistas lançaram dois manifestos, sendo o segundo publicado em folheto de quatro folhas (1932). A última publicação associada ao Grupo A. r. ocorreu posteriormente, marcou a data do encerramento das atividades desse grupo (1936).
O maior mérito do Grupo (Internacional) dos A. r. (Artistas revolucionários), entretanto, foi amealhar coleção de arte das vanguardas européias, entre outras doadas por artistas poloneses, sendo 21 obras angariadas por Stazewski em Paris. Várias dessas obras participaram de mostra coletiva organizada no Museu Municipal de História e Arte (Lódz, Polônia, 1928). Essa coleção continuou recebendo doações internacionais, transferidas para o Museu de Lodz (1929-1931), no total de 111 obras da nata das vanguardas européias, existentes no acervo da instituição (1936-).
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
MILNER, John. Arte, Guerra y Revolucion. Apud CATÁLOGO. LODDER, C., MILNER, J.; BASNER, E.; DJAFÁROVA, S. (Biogr.). La Vanguardia Rusa, 1905-1925 en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF, 1993. 295p.: il., color.
RAGON, M. Journal de l´Art Abstrait. Genève: Skira, 1992. 163p: il., p. 36.
a. r. Group (Revolutionary Artists, 1929-1936). GLINSKI, Mikolaj. December 9, 2013. Retrieved from: http://culture.pl/en/artist/ar-group
Acessed in October 28, 2014.
Tuesday, June 16, 2015
1931-1932-GRUPO (SOVIÉTICO) DA BRIGADA DA ARTE (Moscou, fevereiro de 1931 - 23 de abril de 1932).
GRUPO (SOVIÉTICO) DA BRIGADA DA ARTE (Moscou, fevereiro de 1931 - 23 de abril de 1932).
Nessa época havia nos meios artísticos soviéticos certo fervor fundamentalista, serpenteando entre manobras políticas e organizacionais que visavam obter para cada grupo da arte maior poder no mundo socialista. Existia entre os participantes da Sociedade dos Pintores de Cavalete [OST] (Moscou, 1925-1932, v.) grupo de artistas, seguido de perto por grupo de militantes, credores da dita, “arte proletária pura”, estudantes do Estúdio Superior de Arte e Técnica [VKhUTEMAS] (Moscou, 1920-1926, reorganizado quando seu nome foi trocado para Instituto Superior de Arte e Técnica [VKhUTEIN], 1926-1930).
A última exposição na qual se confrontaram vários grupos de diversos estilos na arte foi chamada de 1ª Exibição Debatedora da Associação de Arte Ativa Revolucionária, [AKHR], inaugurada nas VKhUTEMAS, mostra da qual participou o Grupo dos Projecionistas, o Grupo dos Concretistas, o 1º Grupo de Trabalho dos Construtivistas e o 1º Grupo da Organização Trabalhista de Artistas, entre outros, inaugurada em Moscou (26 de abril, 1924).
Poucos anos depois o fundador da Associação Russa de Artistas Proletários [RAPKh], Lev Viazmensky, acusou os artistas da Sociedade dos Pintores de Cavalete [OST] de serem anti-semitas, fascistas e reacionários, provocando a cisão que partiu o grupo no final de janeiro (1931). Alguns artistas aderiram ao Grupo Internacional Outubro [Oktiabr] (Stuttgart, Alemanha - Moscou, 1928-1932, v.), mas a maioria aderiu à Associação de Arte Ativa Revolucionária [AKhR] (Moscou, 1922-1932). Outros 23 artistas, entre eles Labas, Shterenberg e Tyschler permaneceram na Sociedade dos Pintores de Cavalete [OST] (1925-1932). Os artistas que participaram do Grupo dos Projecionistas (Moscou, 1922-1923), bem como os do Grupo do Teatro Projecionista (Moscou, 1923-1925) Sergey Luchishkin (1902-1989), Yury Pimenov (1903-1977), Mikhail Matveyevich Plaksin (1898-1965), Petr Vladimirovich Viliams (1902-1947), associados a outros como Yecatarina Sergeievna Zernova (1900-1995), deixaram a OST, e, com alguns jovens artistas formaram a Brigada da Arte (1931-1932), grupo no interior do Departamento de Arte Figurativa [IZO] do Comissariado Popular para Educação [NARKOMPROS] (Moscou, final de fevereiro, 1931).
No primeiro encontro o grupo da Brigada da Arte decidiu apresentar saudações ao Comitê Central do PC, aos camaradas Maksim Gorki (Aleksey Peshkov, 1868-1936) e ao político soviético, líder do PC e comandante militar, Klim Voroshilov (Kliment Yefremovich Voroschilov, 1881-1969) (DOUGLAS, 1972, 459). Além dos citados acima participaram da Brigada da Arte o escritor e crítico Osip Beskin e o historiador Nikolai Georgievich Mashkovtsev (1887-1962); os artistas plásticos Fedor Semenovich Bogorodsky (1895-1959), Olga Bubnova, o renomado artista gráfico Aleksander Deineka (1899-1969) e Aleksandr Gerasimov (1881-1963), Aleksandr Vladimirovich Grigoriev (1891-1966), Fridrikh Karlovich Lekht (Friedrich Voldemar Ferdinand, 1887-1961), Pavel Petrovich Sokolov-Skalia (1899-1961), Konstantin Aleksandrovich Vialov (1900-1976) e Yecatarina Sergeievna Zernova (1900-1995), entre outros (DOUGLAS, 1972, 462).
A Brigada da Arte apresentou seu plano de cinco anos em quatro anos, dedicado a Gorki e passou acusar outros artistas de “formalismo”, gravíssima acusação de produção de arte antirevolucionária. Os principais artistas da Brigada submeteram suas obras antigas a julgamento humilhante, criticadas publicamente por comitê. As pinturas de Pimenov foram arrasadas devido “ao alongamento das figuras e apresentação simbólica de experiências pessoais”. A pintura de Viliams, Corrida de Automóveis, não escapou de ataque similar pois foi duramente criticada. A pintura de Deineka, Defesa de Petrogrado (1928), foi criticada pela ênfase na “precisão linear, esquematização e racionalismo”. E, seguiu nesses termos a análise das pinturas de Tyschler, entre acusações de “formalismo” para as pinturas de Labas e Shterenberg.
O grupo da Brigada da Arte encerrou suas atividades quando a resolução do Comitê Central do Partido Comunista determinou o encerramento de todas as associações de artistas, escritores e intelectuais em todo o território da URSS (23 de abril, 1932).
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
DOUGLAS, Charlotte. Terms of Transition: The First Discussional Exibition of the Society of Easel Painters. CATÁLOGUE. WEBER, Jurgen, KRENS, Thomas, GOVAN, Michael, GUSEV, Vladimir, PETROVA, Evgeniia, KOROLEV, Ilya. The Great Utopia: The Russian and Soviet Avant-Garde, 1915-1932. Salomon R. Guggenheim Museum, State Tretyakov Gallery, State Russian Museum, Shirn Kunsthalle, Frankfurt: 01-10 May, 1992. Stedelijk Museum, Amsterdam; Salomon R. Guggenheim Museum, New York. New York: Salomon R. Guggenheim Museum, Rizzoli, 1992, 732p, il., pp. 450-465.
Kliment Voroshilov. From Wikipedia, the free encyclopedia. Retrieved from:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Kliment_Vorochilov
Acessed in: May 22, 2015.
Kliment Voroschilov. From Wikipedia, the free encyclopedia. Retrieved from:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Kliment_Vorochilov
Acessed in: May 22, 2015.
LEBEDEVA, Irina. The Poetry of Signs Projetionism and Eletroorganism. CATÁLOGUE. WEBER, Jurgen, KRENS, Thomas, GOVAN, Michael, GUSEV, Vladimir, PETROVA, Evgeniia, KOROLEV, Ilya. The Great Utopia: The Russian and Soviet Avant-Garde, 1915-1932. Salomon R. Guggenheim Museum, State Tretyakov Gellery, State Russian Museum, Shirn Kunsthalle, Frankfurt: 01-10 May, 1992. Stedelijk Museum, Amsterdam; Salomon R. Guggenheim Museum, New York. New York: Salomon R. Guggenheim Museum, Rizzoli, 1992, 732p, il., pp. 441-449.
A Renaissance Assassinated. VOISKOUNSKI, Natella.The Tretyakov Gallery Magazine, n, 2, 2012. Retrieved from:
http://www.tretyakovgallerymagazine.com/magazine/archive/2012/4
Acessed in: August 23, 2013.
Monday, June 15, 2015
BIOGRAFIA: STRZHEMINSKI, Wladislaw Maximilianovich (1893-1952).
BIOGRAFIA: STRZHEMINSKI, Wladislaw Maximilianovich (1893-1952).
O artista nasceu em Minsk (Rússia), mas morreu em Lodz (Polônia). Strzheminski foi pintor e teórico das artes: antes de tornar-se artista ele estudou na Escola de Engenharia Militar (São Petersburgo, 1911-1914). Strzheminski foi enviado para lutar na Primeira Guerra Mundial: gravemente ferido, o jovem perdeu a perna direita e o braço esquerdo, e, depois de desmobilizado, trabalhou para o Comissariado do Povo para a Educação [NARKOMPROS](1917). Strezheminski estudou Artes Plásticas nos SVOMAS/ Ateliês Livres Estatais, onde foi aluno de Kazimir Malevich (1878-1935). O artista tornou-se membro do colegiado diretor da IZO Narcomprós (v., abaixo) e trabalhou no Escritório Central de Exposições Estatais.
Strzheminski participou das manifestações das vanguardas artísticas russas e suas obras participaram de várias mostras, como a VIII Exposição Estatal (Moscou) e a III Exposição Estatal (Kazam). Strzheminski viajou, junto com Katarzina Kobro (1898-1951), com quem posteriormente casou-se, e tornou-se diretor da IZO (Smolensky, 1919). O artista participou do grupo UNOVIS/ Promotores da Nova Arte, liderado por K. Malevich (Vitebsk, Ucrânia, 1921-1922). Na época, os artistas plásticos das vanguardas russas realizaram obras conjuntas nas Artes Gráficas e Publicitárias, como cartazes de propaganda da Revolução Soviética. Strzheminski e Kobro foram viver em Vilna, onde organizaram a Exposição da Nova Arte (1923), a primeira mostra do Construtivismo russo na Lituânia.
A dupla de artistas mudou-se para Varsóvia, onde Strzeminski, juntamente com Henryk Stazewski e Henryk Berlewi (1894-1967) fundou o Grupo dos Oito [Blok] (1924-1926; v.), que publicou a revista Blok (1924-1929, v.). Os artistas contactaram Théo van Doesburg (1882-1931) e El Lissitsky (1890-1941) e celebraram a teoria da Mecano-Fatura, mais conhecida devido a revista que Théo van Doesburg publicou, com o pseudônimo de I. K. Bonset, a Mechano (Leiden, Holanda, 1922-1923). O grupo convidou Kazimir Malevich para proferir palestra para as vanguardas polonesas (Varsóvia, 1924). O artista russo expôs suas obras em mostra individual, na ocasião em que ele foi homenageado pelas vanguardas polonesas com banquete (Varsóvia, 1927).
Strzheminski tornou-se professor e ensinou na Escola Indústrial Szczekocini (Koluzki e Brzeziny, Polônia): ele publicou o artigo B = 2, apresentando a nova arte das vanguardas polonesas. O artista fundou com Henryk Stazewisky o Grupo (Internacional) do Unismo [Unizm] (1929-1934; v.). Strzeminsky participou do grupo Praesens e organizou o Grupo A.r./ Artistas revolucionários, do qual também participaram sua esposa Katarzyna Kobro e Henryk Stazewski, entre outros.
Obras do artista participaram de inúmeras mostras internacionais, inclusive as do Grupo Internacional Círculo e Quadrado [Cercle et Carré] (Paris, 1929-1931, v.), que Strzeminski ajudou T. Van Doesburg a organizar. No início da década de 1930 Strzeminsky foi viver definitivamente em Lodz (Polônia), onde ele e sua esposa fundaram o Sindicato dos Artistas e a Escola de Tipografia Moderna; ele e Kobro iniciaram o trabalho que resultou na fundação do MAM/ Museu de Arte Moderna. O artista publicou, junto com K. Kobro, várias obras teóricas, como A Composição do Espaço; Cálculos do Ritmo Espacial-Temporal e Tipografia Funcional (1933), além de publicar inúmeros artigos para várias revistas internacionais. Strzeminski faleceu em Lodz (dezembro, 1952).
A obra de Strzeminski, Composição Arquitetônica 13 (1929, óleo/ tela, 90 cm x 60 cm), encontra-se reproduzida (DUROZOI, 1992); várias fotografias das capas das revistas Blok e do manifesto do Unismo que o artista lançou, encontram-se reproduzidas (RAGON, 1992).
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
DICIONÁRIO. DUROZOI, G. Dictionaire de l'art moderne et contemporain. Sous la direction de Gérard Durozoi. Paris: Fernand Hazam, 1992. 676p.: Il, p. 66.
DICIONÁRIO. SEUPHOR, M. Dictionaire de la peinture abstraite: precédé d´une histoire de la peinture. Paris: Fernand Hazam, 1957. 305p.: il., p. 131.
RAGON, M. Journal de l´Art Abstrait. Genève: Skira, 1992. 163p: il. p. 36.
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