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Wednesday, June 10, 2015

BIOGRAFIA: DEINEKA, ALEXANDR ALEKSANDROVICH (1899-1969).

BIOGRAFIA: DEINEKA, ALEXANDR ALEKSANDROVICH (1899-1969). O artista russo conhecido principalmente devido a Arte Gráfica de seus cartazes, nasceu em Kharkov (Ucrânia). Deineka estudou na Academia de Artes de Kharkov e nos Estúdios Superiores de Arte e Técnica (VKhUTEMAS, 1921-1924). O artista se tornou desenhista e ilustrador das publicações da época: ele desenhou cartazes dentro da estética figurativa simplificada dos anos 1930, que projetaram-no nas Artes Gráficas soviéticas. Os temas principais da arte de Deineka foram as fabricas, o trabalho operário, a juventude russa e os esportes; várias de suas obras gráficas estiveram em exposição na Gráfica Utópica: Arte Gráfica Russa 1904-1942, como o cartaz Trabalhar e construir sem se Lamentar (litografia, 102 cm x 73 cm, s.d., no acervo do Museu Central Estatal da História Contemporânea Russa), que se encontra reproduzido no catálogo da mostra realizada no CCBB (Rio de Janeiro, 2002). Várias das obras de Deineka se encontram reproduzidas (KRENS, 1992). Deineka teve a oportunidade de viajar: ele passou temporadas na França, Itália e nos Estados Unidos; com David Shterenberg (1881-1948), ele fundou a Sociedade de Pintores de Cavalete [OST], (Moscou, 1925-1932, v.). Deineka participou, juntamente com muitos artistas soviéticos, do Grupo Internacional Outubro (Oktiabr, Stuttgart, Alemanha, 1928; Moscou, 1929-1931). REFERÊNCIAS SELECIONADAS: CATÁLOGO. SALLES, E. Gráfica Utópica: Arte Gráfica Russa 1904-1942. Tradução de Paulo Cypriano. Rio de Janeiro: CCBB, 2002, p. 153. DICIONÁRIO. BREUILLE, J-P. Dictionnaire de la peinture et de sculpture : l'art du XXe siècle. Sous la direction de Jean-Philippe Breuille. Paris: Lib, Larousse, 1991. 777p.: il., retrs., p. 206. (Dictionnaires specialisés). CATÁLOGO. KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C.;.WEBER, J. The Great Utopia: The Russian and Soviet Avant-Garde, 1915-1932. Shirn Kunsthalle, Frankfurt: 01-10May, 1992. Stedelijk Museum, Amsterdam; Salomon R. Guggenheim Museum, New York. New York: Salomon R. Guggenheim Museum, Rizzoli, 1992, 732 p.: il., p. 204.

Monday, June 8, 2015

BIOGRAFIA: KAKABADZE, David Nesterovich (1890-1952).

BIOGRAFIA: KAKABADZE, David Nesterovich (1890-1952). O artista plástico georgiano de múltiplos talentos foi multidisciplinar: artista gráfico, cenógrafo teatral, desenhista, educador, fotógrafo amador, pintor, professor e inventor do cinema tridimensional. Kakabadze nasceu em família de camponeses pobres, na cidade de Kukhi, no estado russo da Geórgia. O artista foi patrocinado por filantropo de sua terra natal e se formou em Ciências Naturais na Universidade de São Petersburgo (1916). Kakabadze realizou a pesquisa nas artes georgianas, nas quais se tornou especialista, e, ao mesmo tempo cursou Pintura no estúdio de Lev Evgrafovich Dmitriyev-Kavkazsky (1849-1916). Kakabadze passou breve período como professor, educador e pintor em Tiflis (hoje Tiblisi, Geórgia, Rússia). Kakabadze se tornou professor de Ciências Naturais em São Petersburgo. Na época o artista se associou à fase inicial da arte das vanguardas russas e participou do Grupo dos Mestres da Arte Analítica [MAA] (v.), formado em torno de Pavel Filonov (1882-1941). Kakabadze assinou o manifesto O acabamento dos quadros manifesto do ateliê íntimo de desenho e pintura (São Petersburgo, março, 1914). Kakabadze viajou para a França, onde viveu muitos anos (1919-1926): ele expôs regularmente no Salão dos Artistas Independentes. Kakabadze, que atuou na arte das vanguardas francesas expôs em mostras conjuntas com outros georgianos como Lado Gudiashvili (Vladimir Davidovich Gudiashvili, 1869-1929), artista posteriormente associado ao Surrealismo; e Shalva Gerasimovich Kikodze (1894-1921). Nesse primeiro período de sua obra as pinturas mais destacadas de Kakabadze foram as paisagens da província de Imereti, sua região natal. Durante os anos que viveu em Paris, Kakabadze foi atraído pelo que chamou de Pintura Subjetiva: o artista dedicou-se a aprender a técnica da colagem, usando ocasionalmente nas obras pictóricas colagens de espelhos, metal, entre outros materiais como vidro colorido de vitral associados à tinta. Na verdade, esse foi o desenvolvimento pessoal da Colagem do Cubismo (v.), escola pela qual o georgiano foi influenciado. Em meados da década de 1920 Kakabadze rejeitou essa influência e passou a se dedicar à Pintura e Escultura Abstrata. Nas suas obras Kakabadze combinou interpretações pessoais da arte da vanguarda européia com a tradição nacional georgiana; o artista pintou paisagens decorativas monumentais, inclusive industriais. Depois que voltou a viver na Geórgia (1927-), Kakabadze se tornou professor da Academia de Belas Artes (1928-1948). No começo da década de 1930 o artista colaborou com o conhecido diretor teatral Kote Marianishvili, e criou muitos cenários teatrais para o Teatro Marianishvili (Kutaisi, Geórgia). No seu período parisiense Kakabadze proferiu palestras e se interessou pela Arte Cinética (v.), presente nas vanguardas francesas através das pesquisas de Marcel Duchamp. Kakabadze construiu a câmera cinematográfica que produzia a ilusão de relevo: com este artefato o artista se tornou um dos pioneiros do cinema tridimensional (Paris, 1923). Posteriormente Kakabadze produziu o documentário Os Antigos Monumentos da Georgia (1931). Várias obras vanguardistas de David Kakabadze pertencem ao acervo do Museu de Tiflis; algumas de suas obras foram adquiridas pela Sociedade Anônima, organizada por Katherine Dreier (1877-1952), pinturas que pertencem aos acervos de museus norte-americanos (v. biografia no Blog http://arteamericanandevanguarda.blogspot.com). REFERÊNCIAS SELECIONADAS: SEUPHOR, M. Dictionaire de la peinture abstraite: precédé d´une histoire de la peinture. Paris: Fernand Hazam, 1957, p. 100. 305p.: il. David Kakabadze. From Wikipedia, the free encyclopedia. 01 maio, 2009. Disponível: Acesso: 11 nov., 2009. INTERNET. Russian Art and Books. © Helix Art Center 2009 powered by bibliopolis terms, Imperial, Soviet and Emigrant Paintings. Personalia. Pages 01-26. Disponível: Acesso: 15 nov., 2009.

BIOGRAFIA: FILONOV, Pavel Nicolaevich (1883-1941).

BIOGRAFIA: FILONOV, Pavel Nicolaevich (1883-1941). Filonov nasceu em São Petersburgo, de família de origem modesta: foi filho de lavadeira e de cocheiro. Desde cedo tornou-se admirador do mais conhecido dos pintores russos que trabalhava para a nobreza, Mikhail Aleksandrovich Vrubel (1856-1910). Filonov estudou no ateliê (1903), do pintor Lev Efgrafovich Dmitriev-Kavskaxsky (t849-1916): não conseguindo sua admissão através da aprovação no exame regular, ele conseguiu ser admitido como aluno auditor livre e frequentou por quatro períodos a Academia de Belas Artes (São Petersburgo, 1908). Na instituição, Filonov tornou-se aluno do pintor de cenas históricas do Realismo Socialista Soviético, Isaac Israilovih Brodsky (1883/4-1939). Filonov encontrou dificuldades para admitir as regras do ensino acadêmico e tornou-se refratário aos ensinamentos, tanto que foi expulso. O artista escreveu uma carta à Academia e foi readmitido; mesmo assim ele escolheu abandonar o estudo acadêmico. Filonov foi orientado para a criação de arte proletária, não negando suas próprias origens: no entanto, o artista sempre trabalhou de modo individual, tornando-se independente de todas as tendências artísticas, embora tenha sido influenciado pelo Futurismo italiano. O artista participou de várias mostras coletivas das vanguardas russas, no Grupo Mundo da Arte [Mir Iskusstva], então dominado por Alexandre Benois (1870-1960), ao qual pertenceram Leon Bakst (Lev Samuilovich Rosenberg, 1866-1924) e Sergei Pavlovich Diaghilev (1872-1929). Parece provável que obras fantásticas de Filonov tenham participado da dita, Sala Russa, organizada por Diaghilev no Salão dos Artistas Independentes (Paris, 1907). Filonov participou da associação de artistas União da Juventude e com 03 desenhos da primeira mostra coletiva organizada pelo coletivo (1912). Dois anos depois o artista enviou 13 pinturas, 08 aquarelas e alguns desenhos para a mostra anual do grupo (1914). Filonov inseriu-se nas vanguardas artísticas russas e ligou-se ao grupo mais ativo, formado com Mikhail Vasilievich Matyushin (1861-1934), sua esposa Elena Genrikhovna Guro (1877-1913), K. Severinovich Malevich (1878-1935) e Iósif Salomonovich Skolnik (1883-1926), entre outros. Guro promoveu o grupo de escritores Hyleae, com Benedikt Livshits (1886-1938), Vladimir Vladimirovich Mayakovsky (1893-1930), Alexey Eliseevich Krutchenykh (1886-1968) e Velimir Khlebenikov (1885-1922). Foi Mayakovsky quem convidou Filonov para criar os cenários para sua Tragédia, que, patrocinada pela União da Juventude foi encenada no Teatro Luna Park da Ópera Cômica (São Petersburgo, dez., 1913). Filonov executou dois grandes painéis que abriram o prólogo e fecharam o epílogo da peça: o outro cenógrafo da peça foi Iósif Skolnik. Filonov tornou-se amigo próximo de Krutchenykh, que descreveu os cenários e como Filonov pintou-os, em imersão durante dois dias sem comer, isolado. Na época, Filonov ilustrou o livro de poemas de Khlebenikov com 11 desenhos de influência futurista, em perfeita integração com o tema e o texto do autor. O artista compôs o texto e realizou a tipografia do livro (1913). Um dos desenhos desta fase encontra-se publicado no catálogo da mostra retrospectiva de Filonov, no Centro Georges Pompidou (Paris, 1990). No relato extraído das memórias inéditas de Alexey Krutchenykh [Nach Vykhod, 1932], texto traduzido para o idioma francês e publicado no catálogo da citada mostra, relatou que Filonov foi gigante na estatura física, mas inteiramente sacrificado à sua arte. A família sustentou-o com a renda mínima de 30 rublos mensais, permitindo ao artista pintar obsessivamente todo o tempo (1910-). Filonov contou à Khlebenikov como percorreu toda a Rússia a pé, trabalhando por um pedaço de pão, frutas, queijo e vinho. Filonov chegou até Jerusalém, onde relatou que quase morreu de fome, dormindo ao abrigo dos templos da região. O manuscrito de Khlebenikov que relata as aventuras de Filonov, encontra-se nos Arquivos Centrais de Literatura e Arte Russa (folio n. 1334). Filonov publicou seu opúsculo de 14 páginas na linguagem vanguardista Zaum, a que extrai seu sentido do nada, com o título de Cantos sobre a Pobreza do Mundo (1915). Esse texto foi enviado para Khlebenikov por Matyushin, que editou-o em Astrakan, onde se encontrava. O artista fundou o Grupo M.A.A. - Mestres da Arte Analítica (v. abaixo) e publicou O Acabamento dos Quadros, Manifesto do Ateliê Intimo de Desenho e Pintura (São Petersburgo, março, 1914). O documento foi assinado por Filonov e os pintores e também críticos de arte, David Nesterovitch Kakabadze (v. biografia abaixo), Elsa Alfredovna Lasson-Spirova, Anna Mikhailovna Kirilova, Evgueni Konstantinovitch Pskovitinov, O texto do manifesto foi traduzido para o idioma francês por Sonia Zerelanski e encontra-se publicado no catálogo da mostra retrospectiva de Filonov no Centro Georges Pompidou (1990). e Filonov viveu isolado em sua residência e afastado do meio artístico; somente por curto período ele foi amigo de Khlebenikov(1910-1914). Depois da Primeira Guerra Mundial, a amizade terminou e Khlebenikov relatou que nunca mais viu Filonov. Depois que Elena Guro, a esposa de Matiushin e membro destacado das vanguardas russas morreu repentinamente (1913), seu marido, o artista e teórico da arte russa Mikhail Matyushin aproximou-se de Filonov e, durante alguns anos tornaram-se grandes amigos (1915-1916). Filonov, juntamente com Artur Landsberg (1905-1963), Nikolai Ivanovich Evgrafov (1904-1941) e Revekka Mikahilovich Levitan (1906-1987), participou como cenógrafo de vários espetáculos teatrais, como da encenação de Inspetor Geral [Revizor], de Nikolay Vasilyevich Gogol (1809-1852), adaptado por Igor G. Terentev (Mikhail Kalashnikov, 1892-1937), para o palco do teatro da Casa da Gravura (Leningrado, 1927). Quando a exposição Gráfica Utópica Arte Gráfica Russa 1904-1942 esteve no Brasil, trouxe o original do cartaz desta peça como Mestres da Arte Analítica (1927, 82 cm x 56 cm). Essa obra de arte gráfica encontra-se reproduzida no catálogo da mostra russa apresentada no CCBB - Brasília/ Rio de Janeiro (2002). Esse foi o período em que Filonov tornou-se mais conhecido e de alguma forma celebrado como artista proletário. Posteriormente Filonov participou da AkhRR - Associação dos Artistas da Rússia Revolucionária (1925-1928). Em seguida foi organizada a que seria a primeira mostra individual de Filonov, no Museu Russo de São Petersburgo, com texto no catálogo de autoria de Vera Anikieva: no entanto a exposição foi cancelada pouco antes da inauguração (1929). O artista recebeu o artigo crítico de Serguei Isakov, declarando que o motivo do cancelamento foi devido …ao individualismo do artista, pois sua obra tinha sido considerada pelos burocratas como arte de raiz burguesa (1929). Assim Filonov viveu sua maior tragédia: ele nunca conseguiu expor individualmente durante todo o período de sua vida. Foi grande injustiça: Filonov sempre foi um artista completamente russo, desejoso de expressar o seu país e somente este, através de sua estética invulgar. Filonov foi também o artista que lutou muito contra todo o estrangeirismo na arte russa, tanto que atacou radicalmente o Cubismo e esta fase na pintura de Picasso (1912). Filonov opôs seu método analítico ao Cubismo através do artigo Cânon e Lei, que encontra-se nos Arquivos Artísticos da Cidade de Leningrado (Fundo 656). Filonov influenciou os artistas de sua geração e pintou com sua estética fragmentada no estilo mineralógico, que parcialmente lembra os fundos dos quadros de Vrubel de mesma tendência estética, que Filonov classificou como duplo naturalismo. Esta fase de sua pintura foi composta por miríade de fragmentos, inseridos na obra de estética expressionista pessoal. O artista pintou muitas obras originais nas quais emergiu certo primitivismo na sua concepção: em muitas obras falta conclusão, mesmo que conclusa esteja na tela, pois faltou harmonia na completude da composição, provavelmente expressando o muito que faltou na vida do artista. Durante o sítio de Leningrado, na Segunda Guerra Mundial, Filonov morreu de frio e fome juntamente com outro de seus colaboradores, seu amigo, o pintor e cenógrafo Nicolai Ivanovich Evgrafov (1904-1941). A mostra que foi recusada ao artista durante sua vida foi-lhe concedida 60 anos depois, como retrospectiva, no mesmo Museu Nacional Russo de São Petersburgo (1989), itinerante ao Centro Georges Pompidou (Paris, 15 de fevereiro -15 de abril, 1990, itinerante à Dusseldorf (Alemanha). A exposição revelou ao mundo a obra fantástica, complexa, rica e variada de Filonov, embora algo irregular nas suas qualidades plásticas, o que traiu certa falta da formação erudita do artista. Filonov foi escritor de manifestos e cenógrafo: ele criou cenografia tão fantástica como suas pinturas, para várias peças de Vladimir Maiakovsky encenadas em Moscou. Algumas de suas guaches para cenários teatrais participaram da mostra Arte Cenográfica, Rússia, 1900-1930 [Rusia, 1900-1930, L'Arte della Scenna], na Galeria Electa e suas reproduções encontram-se publicadas no catálogo da mostra (Milão, 1992). REFERÊNCIAS SELECIONADAS: CATÁLOGO. ATTI, F. C. degli; FERRETTI, D. (Org.). Rusia, 1900-1930, L'Arte della Scenna. Milano: Galeria Electa. Moscou: Museu Bachrusín, 1990, p. 101. CATÁLOGO. KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C.;.WEBER, J. The Great Utopia: The Russian and Soviet Avant-Garde, 1915-1932. Shirn Kunsthalle, Frankfurt: 01-10May, 1992. Stedelijk Museum, Amsterdam; Salomon R. Guggenheim Museum, New York. New York: Salomon R. Guggenheim Museum, Rizzoli, 1992, 732 p.: il. 31.5 x 23.5 cm. CATÁLOGO. KOVTUN, Evgueny; STANISLAS, Zadora; OUVRIARD, Nicole. Filonov, Paris: Éditions du Centre Georges Pompidou - Musée Russe de Leningrad, 1990, 1990, 1998. 259p.: il., pp. 32- 186. CATÁLOGO. LODDER, C., MILNER, J.; BASNER, E.; DJAFÁROVA, S. (Biogr.). La Vanguardia Rusa 1905-1925 en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF, 1993. 295p.: il., color., 28 x 24 cm. CATÁLOGO. PETROVA, Y.;; KIBLITSKY, J.;RODRÍGUEZ, A.; ATHAYDE, R. de; COCHIARALLE, F. Virada Russa: a Vanguarda na Coleção do Museu Russo de São Petersburgo. Tradução de Elena Vassina, Alexander Borodin e Joseph Kiblitsky. São Paulo: set. - nov. 2009. 226p.: il., color., 32.5 x 25.5 cm. GIBSON, M. Symbolism: Figures du Moderne, 1905-1914. Cologne: Taschen, 1995. 255p.: il., p. 232. INTERNET. The Union of Youth. P. D. Potipaka. Retrieved in: INTERNET. The Union of Youth. P. D. Potipaka. Retrieved in: http://books.google.com.br/books?id=p3O8AAAAIAAJ&pg=PA108&lpg=PA108&dq=P.+D.+Potipaka&source=bl&ots=MKoXmRHz4y&sig=YArHXnW_bTCAeHvGJ3ivksoYnU0&hl=pt-BR&sa=X&ei=zyEOVK-GBvaJsQS_yoHQBw&ved=0CCgQ6AEwAQ#v=onepage&q=P.%20D.%20Potipaka&f=false-Acessed: September 8, 2014. PIERRE, J. L'Univers Symboliste: décadence, symbolisme et art nouveau. Paris: Éditions d'Art Aimery Somogy, 1991, pp.80, 176.

1929-1932-GRUPO (SOVIÉTICO DOS) ARTISTAS CONTEMPORÂNEOS DE LENINGRADO.

GRUPO (SOVIÉTICO DOS) ARTISTAS CONTEMPORÂNEOS DE LENINGRADO (1929-1932). Destaques: FILONOV, Pavel e David KAKABADZE. Na primavera, Pavel Nicolaevich Filonov (1882-1941), fundou a Associação de Arte Analítica, com a participação dos artistas que assinaram seu manifesto, O Acabamento dos Quadros, manifesto do ateliê íntimo de desenho e pintura (São Petersburgo, março, 1914). Os participantes do grupo de Filonov, MAA/ Mestres da Arte Analítica (São Petersburgo, 1925-1926), organizaram a mostra dos ditos, Artistas Contemporâneos de Leningrado, na Casa de Cultura Moscou – Narva (Leningrado, 03 dezembro - 31 janeiro, 1929). Os artistas penduraram seus quadros nas paredes do local da exposição e, depois de montada a mostra, o grupo verificou que não tinha recursos nem para voltar para suas casas, numa noite fria e tempestuosa. O grupo estabeleceu debate sobre o vanguardista Pavel Filonov, e os princípios que ele pregou no seu manifesto Arte Analítica. Um dos conferencistas foi Evgueni Adolfovitch Kibrik (1906-1978): esse episódio foi relatado na carta que Pavel Mikhailovih Kondratiev (1902-1985) enviou para P. Filonov. REFERÊNCIAS SELECIONADAS: KOVTUN, Y. (Introd., documentary material and annotation); BOWLT, J. (Foreword.). The Russian Avant-Garde in the 1920-1930s: Painting. Graphics, Sculpture, Decorative arts from the Russian Museum in St. Petersburg. Bournemouth: Parkstone Publishers. St. Petersburg: Aurora Art Publishers, 1996, 175p.: il., algumas color., p. 251. CATÁLOGO. KOVTUN, E., STANISLAS, Z.; OUVRIARD, N. Filonov. Paris: Éditions du Centre Georges Pompidou, Musée Russe de Leningrad, 1990. CATÁLOGO. KRENS, T.; GUSEV, V.; WEBER, J. The Great Utopia: The Russian and Soviet Avant-Garde, 1915-1932. Shirn Kunsthalle, Frankfurt: 01-10May, 12992. Stedelijk Museum, Amsterdam; Salomon R. Guggenheim Museum, New York. New York: Salomon R. Guggenheim Museum, Rizzoli, 1992.

1929-CICI - CONGRESSO INTERNACIONAL DO CINEMA INDEPENDENTE (La Sarraz, Suíça).

CICI - CONGRESSO INTERNACIONAL DO CINEMA INDEPENDENTE (La Sarraz, Suíça, 1929). O CICI/ Congresso Internacional do Cinema Independente foi organizado pelo francês Robert Aron (1898-1975), na época secretário da NRF/ Nouvelle Révue Française [Nova Revista Francesa], e diretor da Révue du Cinéma [Revista de Cinema], de Jean-George Auriol (Jean-Georges Huyet, 1907-1950). Foram homenageados no CICI os escritores vanguardistas André Gide (André Paul Guillaume Gide, 1869-1922) e o dramaturgo, poeta e romancista siciliano Luigi Pirandello (1867-1936). O objetivo principal do CICI/ Congresso Internacional do Cinema Independente foi criar cooperativa de produção e organizar a distribuição dos filmes do cinema independente europeu, buscando sua divulgação a nível mundial. Hans Richter (1888-1976) foi um dos organizadores, como anteriormente do Congresso FIFO/ Filme e Fotografia [Film und Foto] (v.) e novamente convidou Sergei Eisenstein (Sergey Mikhailovich Eisenstein, 1898-1948) para proferir palestra no evento, o que realmente ocorreu; compareceram vários cineastas europeus independentes, entre outros o Futurista Enrico Prampolini (1894-1956). REFERÊNCIAS SELECIONADAS: ALBERA, F. Eisenstein e o construtivismo russo - A dramaturgia da forma em "Stuttgart". Tradução de Eloisa Araújo Ribeiro. São Paulo: Cosac e Naify, 2002, pp 20, 21,158-159. EISENSTEIN, S.; MARSHALL, H. (Pref.). Memórias imorais: uma autobiografia. Tradução de Carlos E. M. de Moura. São Paulo: Herbert Marshall, Companhia das Letras, 1987, p. 100.

1928-1932-GRUPO MULTIMIDIÁTICO (INTERNACIONAL) OUTUBRO [OKTIABR] (Stuttgart, Alemanha, 1928; Moscou, URSS, 1930-1932).

GRUPO MULTIMIDIÁTICO (INTERNACIONAL) OUTUBRO [OKTIABR] (Stuttgart, Alemanha, 1928; Moscou, URSS, 1930-1932). Destaques: Sergey EISENSTEIN, Gustav KLUTSIS, Diego RIVERA, O Grupo Internacional Outubro, lançado com plataforma multidisiplinar, foi fundado pelo alemão pertencente ao Partido Socialista da Unidade [SED], Alfred Kurella (1895-1975), juntamente com os irmãos arquitetos russos Aleksander Vesnin (1883-1959) e Victor Vesnin (1902-1950) e o artista gráfico e editor Aleksey Gan (1893-1942). Foi como fotógrafo amador que Gustav Klutsis (1895-1944) se destacou como um dos fundadores desse grupo internacional. O Outubro congregou artistas alemães, mexicanos e russos e incluiu artistas plásticos, arquitetos, cientistas, fotógrafos, cineastas, historiadores e críticos de arte. Entre as presenças mais destacadas a do Muralista mexicano Diego Rivera (1886-1957); dos conceituados artistas gráficos soviéticos Alexander Deineka (1899-1969), Dmitry Moor (1883-1943), Sergey Senkin (Senkine, 1893-1963), Solomon Telingater (1903-1969) e Vasily Yolkin, cujas obras gráficas estiveram em exposição na mostra brasileira Gráfica Utópica Arte Gráfica Russa 1904-1942, realizada com a curadoria de Evandro Salles no CCBB (Brasília - São Paulo - Rio de Janeiro, 2002). Foi Gustav Klutsis, arquiteto, fotógrafo, artista gráfico e ilustrador com criativas fotomontagens, que, com a assessoria de sua esposa Valentina Kulagina-Klutsis (1902-1987), organizou a seção Foto, na primeira mostra do Grupo Internacional Outubro (Stuttgart, 1928). Participou dessa mostra o pintor, artista gráfico, ilustrador, cenógrafo, figurinista e cineasta Alexandr Alexandrovich Alekseyev (1901-1982); e o cineasta Sergei Eisenstein (1898-1948). O Grupo Outubro lançou três manifestos (Alemanha, 1928; Moscou, 1930; 1931). Foram eles a Declaração sobre a Cultura Nacional, primeiro manifesto do grupo (Moscou, URSS, 1929); o Manifesto da Seção Foto (Moscou, 1930) e o terceiro, A L,uta sobre Posições de Classe no Campo da Arte no Espaço (Moscou, 1931). Devido a seu formalismo o Outubro logo excluiu de seus quadros artistas que não assinaram os manifestos do grupo como El Lissitsky (1890-1941) e Alexander Rodchenko (1891-1956). Vários artistas tornaram-se separatistas, dissidentes como Gustav Klutsis e sua esposa, V. Kulagina-Klutsis, por acharem que o grupo se desviou de suas premissas iniciais, Construtivista e Produtivista. Klutsis denunciou à dita, teorização abstrata, que substituiu a luta social da arte pelo reforço produtivista (ALBERA, 2002). Foi Klutsis quem posteriormente organizou a seção da URSS na mostra internacional Pressa [Imprensa] (Colônia, 1928). Artistas do Grupo Internacional Outubro expuseram suas obras em duas mostras (Stuttgart, 1928; Moscou, 1930), apresentadas em várias seções como das Artes Gráficas, onde se destacaram obras de A. Alekseev, D. Moor e S. Sienkin; na seção Fotografia se destacaram as obras de Aleksey Gan e V. Kulagina-Klutsis; na seção Arquitetura se destacaram os projetos dos irmãos Vesnin, os arquitetos premiados Aleksander e Victor. O Grupo Outubro adotou plataforma similar à do grupo da Frente Esquerdista das Artes [LEF], que publicou a revista homônima. Artistas do Grupo Outubro se destacaram na Arquitetura, no desenvolvimento do Desenho Industrial e nas Artes Gráficas soviéticas. O grupo incluiu a seção nacional e a seção Fotografia, cujos programas foram publicados respectivamente em 1929; 1930 e 1931. Foram os principais organizadores e participantes do Grupo Outubro: A. Deineka, S. Eisenstein, Aleksey Gan, o arquiteto Moisei Ginzburg (Moisei Yakovlevich Ginzburg, 1892-1946), Paul Irbit, G. Klutsis, A. Kurella, o escritor tcheco Ivan Matsa (Ivan Liudvigovich Matsa, 1893-1974), Leonid Mess, D. Moor, o fotógrafo Pavel Novitsky (1888-1971), o muralista mexicano Diego Rivera, o pintor russo Alexander Samokhavalov (1894-1971); os artistas gráficos russos Sergey Senkine, Solomon Telingater (1903-1969) e Vasily Yolkin; o fundador da Associação Russa de Artistas Proletários [RAPKh], Lev Viazmensky, os irmãos arquitetos Alexander e Victor Vesnin (v. MTVU), o pintor e artista gráfico húngaro Bela Uitz, entre outros. O Grupo Outubro se dispersou pouco antes da Resolução do Comitê Central do Partido Comunista decretar a dissolução de todas as associações de escritores e artistas no território da URSS (23 de abril, 1932), substituída por uma única organização, a Cooperativa de Todas as Organizações de Artistas Russos - a Vsekokhudozhnik [RAPKh], totalmente autoritária, controladora, intimidadora, poderosa e à serviço da política do proletariado. REFERÊNCIAS SELECIONADAS: ALBERA, F. Eisenstein e o construtivismo russo - A dramaturgia da forma em "Stuttgart". Tradução de Eloisa Araújo Ribeiro. São Paulo: Cosac e Naify, 2002, pp. 186-205. BOWLT, J. Russian Art of The Avant-Garde: Theory and Criticism, 1902-1934. London: Thames & Hudson, 1976. 1988, pp. 240-243. KOVTUN, Y. (Introd., documentary material and annotation); BOWLT, J. (Foreword.). The Russian Avant-Garde in the 1920-1930s: Painting. Graphics, Sculpture, Decorative arts from the Russian Museum in St. Petersburg. Bournemouth: Parkstone Publishers. St. Petersburg: Aurora Art Publishers, 1996, 175p.: il., algumas color., p. 252.

Tuesday, June 2, 2015

BIOGRAFIA: TOYEN, Maria Cerminova (1902-1980).

BIOGRAFIA: TOYEN, Maria Cerminova (1902-1980). A artista nasceu em Praga (República Tcheca) e morreu em Paris (França); Toyen estudou na Academia de Belas Artes (Praga). Nesta época e no seu país a artista conheceu Jindrich Styrsky (1889-1942): ambos se associaram ao grupo vanguardista Dvetsil (1923). Os artistas foram viver juntos (Paris, 1925-1928), quando organizaram o movimento do Artificialismo, que não se tornou conhecido. Os artistas voltaram a viver em Praga (1928), onde Maria Toyen se tornou uma das principais artistas e fundadora do Grupo do Surrealismo Tcheco (1934), responsável pela inclusão de seu país no movimento das vanguardas artísticas internacionais. Toyen expôs com Styrsky, pela primeira vez, na Galeria de Arte Contemporânea e na Galeria Vavin, ambas em Paris (1927), cujo catálogo foi prefaciado por Phillipe Soupault (1897-1984). Toyen organizou a mostra Poesia (outubro/ novembro, 1932), na Galeria Mánes (Praga). Desta exposição participaram obras de muitos Surrealistas como H. Arp, M. Ernst, A. Giacometti, De Chirico, André Masson, Joan Miró, W. Paalen, G. L. Roux, Y. Tanguy associados, aos artistas tchecos da ramificação do grupo, como Emil Filla, A. Hoffmeister, F. Musika, B. Steffan, J. Sima, J. Styrsky, M. Toyen, A. Wochsmann e H. Wichterlová, entre outros. Toyen e seu grupo Surrealista receberam A. Breton e P. Éluard quando Breton proferiu palestra em Praga (1935). Obras de Toyen participaram da Exposição Internacional do Surrealismo (Londres, 1936), realizada na New Burlinghton Galleries com 300 obras de inúmeros artistas, organizada por E.L.T. Mesens, Roland Penrose e Herbert Read. Obras de Toyen participaram da mostra coletiva Álbum Surréaliste, no Salon Nippon (Tóquio, 1937); da Exposição Internacional do Surrealismo, na Galeria Beaux Arts (Paris, 1938), mostra itinerante à Galeria Robert (Amsterdã); e da Le Surrealisme en 1947 [O Surrealismo em 1947], realizada na Galeria Maeght (Paris). :Toyen voltou a viver em Paris com Jindrich Heisler (1914-1953) e permaneceu com o grupo parisiense dos Surrealistas até sua dissolução final, depois da morte de André Breton (1947-1966). Maria Toyen foi uma das mais destacadas artistas plásticas Surrealistas internacionais e suas obras originais apresentaram senso único de cor e composição, notável qualidade plástica além de muita personalidade, diferenciada das obras dos demais artistas do grupo. Os temas de Toyen privilegiaram elementos pintados separadamente, de modo ultra-realista, soltos sobre fundo liso. A figuração solta da artista mostrou elementos naturais como ovos, conchas, pedras, cristais, entre muitos outros como olho e cordas, tudo sobreposto harmoniosamente sobre fundo colorido de cor chapada como o verde esmeralda ou o vermelho brilhante, em composição equilibrada. Toyen passou o período da Segunda Guerra Mundial na clandestinidade; esta fase difícil serviu para marcar a evolução de sua obra. A artista executou três ciclos de desenhos: Les spectres du desert [Os espectros do deserto] (1937-1938); Tir (1939-1940) e Cache-toi, Guerre! [Esconda-se, Guerra!] (1944). Depois da guerra Toyen produziu Mythe de la Lumière [Mito da Luz]; Au Chateau La Coste [Ao Castelo a Costa], (1946); e La Belle Ouvreuse [A Bela Operária] (1957). Uma obra de Toyen esteve em exposição na mostra Surrealismo, no CCBB (Rio de Janeiro, 2001): La voix de la fôret [A Voz da Floresta] (1934, desenho/ papel, 72 cm x 32 cm, no acervo do Musée d'Art et d'Histoire de Saint-Denis). A obra de Toyen Melusine (1957) participou da importante mostra retrospectiva André Breton, La Beauté Convulsive [André Breton, a Beleza Convulsiva], realizada no MNAM (Paris) e se encontra reproduzida no catálogo da exposição (BEAUMELLE, 1991). A obra de Toyen Tous les Éléments [Todos os elementos], óleo/ tela, 70 cm x 106 cm), se encontra reproduzida (DUROZOI, 1997); e sua obra Relâche influenciada pela estética de René Magritte, se encontra reproduzida (CHADDWICK, 1986). O convite para a mostra individual de Toyen na Galeria L'Étoile Scelée [Estrela Cintilante], de Sophie Babet, bem como a fotografia da inauguração desta mostra com a presença de Max Ernst (1891-1976), René Magritte (1898-1967), E. L. T. Mesens (1903-1971) e Marie-Laure de Noailles (1902-1970), em Paris (1953; fotografia dos arquivos da Galeria Le Triskéle, Paris); a capa, de autoria de Marcel Duchamp (1887-1967), do catálogo da Exposition Internacional du Surréalisme Eros, na Galeria Daniel Cordier (Paris, 1959-1960), se encontram publicadas (BIRO, 1982). REFERÊNCIAS SELECIONADAS: CHADWICK, 1986, p. 243, ils. pranchas XI e XIV. CATÁLOGO. BEAUMELLE, A. de la; MONOD-FONTAINE, I.; SCHWEISGUTH, C. André Breton: La Beauté Convulsive. Paris: Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, 1991, pp. 445, 449. BIRO, A.; PASSERON, R. Dictionaire général du surréalisme et ses environs.:sous la diréction de Adam Biro et René Passeron. Genève – Paris: Office du Livre et Presses Universitaires de France, 1982. 464p.: il., retrs., pp. 157-160, 246, 328. DUROZOI, G. Dictionaire de l'art moderne et contemporain. Sous la direction de Gérard Durozoi. Paris: Fernand Hazam, 1992. 676p.: il., p. 623. LISTAGEM GERAL das obras da mostra Surrealismo. Rio de Janeiro: CCBB, 2001 PIERRE, J. L'Univers Surréaliste. Paris: Éditions d'Art Aimery Somogy, 1983, p. 330.

1927-1928-GRUPO (TCHECO) HOARTROST (Praga, c. 1927-1928).

GRUPO (TCHECO) HOARTROST (Praga, c. 1927-1928). Os artistas fundaram a revista Vermelho e o movimento bem pouco conhecido do Artificialismo, que deu início à associação de artistas Hoartrost (1927-1928). Participaram Jindrih Heisler (1914-1953), Jindrih Styrsky (1889-1942), Josef Sima (1891-1971) e Maria Toyen (1902-1980), entre outros. Este grupo bem pouco conhecido das vanguardas tchecas foi antesala da formação do marcante grupo do Surrealismo tcheco (Praga, 1934-1942). REFERÊNCIAS SELECIONADAS: CATÁLOGO. BEAUMELLE, A. de la; MONOD-FONTAINE, I.; SCHWEISGUTH, C. André Breton: La Beauté Convulsive. Paris: Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, 1991, pp. 445, 449. BIRO, A.; PASSERON, R. Dictionaire général du surréalisme et ses environs.:sous la diréction de Adam Biro et René Passeron. Genève – Paris: Office du Livre et Presses Universitaires de France, 1982. 464p.: il., retrs., pp. 157-160, 246, 328. DUROZOI, G. Dictionaire de l'art moderne et contemporain. Sous la direction de Gérard Durozoi. Paris: Fernand Hazam, 1992. 676p.: il., p. 623. LISTAGEM GERAL das obras da mostra Surrealismo. Rio de Janeiro: CCBB, 2001 PIERRE, J. L'Univers Surréaliste. Paris: Éditions d'Art Aimery Somogy, 1983, p. 330.

Monday, June 1, 2015

1927-1932-GRUPO (SOVIÉTICO DA) SOCIEDADE DE ARQUITETOS [OSA] (Moscou).

GRUPO (SOVIÉTICO DA) SOCIEDADE DE ARQUITETOS [OSA] (Moscou, 1927-1932). Aleksander Vesnin (1883-1959) e Alexander Tyshler (1898-1980) foram os fundadores da Sociedade dos Arquitetos [OSA]. Vesnin foi seu primeiro presidente; ele também se tornou redator-chefe da publicação do grupo, a revista Arquitetura Contemporânea. Posteriormente Vesnin participou do Departamento de Arquitetura do grupo multidisciplinar internacional Outubro (Stuttgart, Alemanha, 1928; Moscou, 1930-1932; v.). Os associados da OSA ficaram divididos entre as duas escolas, a Faculdade de Arquitetura [MTVU] e o Instituto Superior de Arte e Técnica [VChUTEIN], quando o grupo realizou a Primeira Mostra de Arquitetura Moderna na sede do VChUTEIN (Moscou, 1927), da qual participaram projetos de Alexander Osmerkin (1892-1953), professor das VChTEMAS – VChUTEIN e de Alexander Deineka (1899-1969), entre outros. (v. os grupos citados, inclusive o Grupo da Associação de Novos Arquitetos [ASNOVA]). REFERÊNCIA SELECIONADA: KOVTUN, Y. (Introd., documentary material and annotation); BOWLT, J. (Foreword.). The Russian Avant-Garde in the 1920-1930s: Painting. Graphics, Sculpture, Decorative arts from the Russian Museum in St. Petersburg. Bournemouth: Parkstone Publishers. St. Petersburg: Aurora Art Publishers, 1996, 175p.: il., algumas color., p. 250.

Friday, May 29, 2015

1927-1928-GRUPO (SOVIÉTICO UCRANIANO) AMARAVELLA (Moscou).

GRUPO (SOVIÉTICO UCRANIANO) AMARAVELLA (Moscou, 1927-1928). O artista ucraniano Piotr Fateev (1891-1971) tornou-se amigo de Bóris Alexandrovich Smirnov-Rusetsky (1905-1993), que conheceu no Instituto Rerberg, onde ambos estudaram. Fateev liderou o Grupo dos Cinco Artistas Ucranianos (c. 1922-1923, v.); e, posteriormente o Grupo (Soviético) Amaravella, formado com artistas que estudaram em Moscou. Neste grupo multidisciplinar baseado em idéias científicas e filosóficas, participaram Fateev, o artista dito, Cósmico, Bóris Smirnov-Rusetsky, o desenhista de animação Sergey Shigolev (1895-1942), Alexander Sardan (Alexander Baranov-Sardan, 1901-1974), a ocultista Vera Pshesetskaya (Runa, 1879-1945/46), o cientista, mineralogista, mentor da Semiótica da Cultura, fundador das disciplinas da Geoquímica, Biogeoquímica e da radiogeologia e das teorias cósmicas da biosfera, Vladimir Ivanovich Vernadsky (1863-1945), além de Villen Filippovich Chernovolenko, N. Fyodorov e K. Tsiolkovsky, entre outros. Vários dos artistas do grupo foram presos, e, depois disso o grupo se dispersou. E, a partir desse momento, Fateev isolou-se. O artista expôs individualmente somente décadas depois, no Instituto de Engenharia (Moscou, 1966). Um simpósio sobre o grupo ocorreu em Kazam (1975). O colecionador das obras do Grupo (Soviético) Amaravella, o escritor Yury Linnik, publicou várias obras em russo sobre artistas do grupo, como B. A. Smirnov-Rusetsky (ISBN 5-87339-022-2) e sobre os artistas-cosmistas do Amaravella (ISBN 5-87339-028-2). Este colecionador pretende organizar museu dedicado aos cosmistas, mas atualmente expõe as obras colecionadas na sua residência (Volodarsky Str., 1, apto 58, 185003, Petrozavodsk, Rússia). REFERÊNCIAS SELECIONADAS: Boris Smirnov-Rusetsky. From Wikipedia, the free encyclopedia. This page was last modified on 20 November 2013 at 03:03. Retrieved from: Acessed in: 15 April, 2014. INTERNET. Group Amaravella. Retrieved from: Acessed in: 15 April, 2014. INTERNET. Pyotr Fateev. Russian Avant-Garde Artist. Retrieved from: http://prometheus.kai.ru/lin1_e.htm Acessed in: 15 April, 2014. INTERNET. Pyotr Fateev. Russian Avant-Garde Artist. Retrieved from: Acessed in: April 18, 2015. INTERNET. Pyotr Fateev. Russian Avant-Garde Artists. Retrieved from: Acessed in: April 18, 2015.