Friday, October 2, 2015
1972-1982-REALISMO SOCIALISTA SOVIÉTICO EM NOVA YORK [SOCIAL SOVIETIC REALISM IN NEW YORK] (Nova Iorque, c. 1972-1982).
REALISMO SOCIALISTA SOVIÉTICO EM NOVA YORK [SOCIAL SOVIETIC REALISM IN NEW YORK] (Nova Iorque, c. 1972-1982)
Destaques; Vitaly KOMAR e Alexander MELAMID.
No começo da década de 1970, dois artistas russos, Vitaly Komar (1943-) e Alexandre Melamid (1945-), depois de perseguidos no seu país, emigraram para os Estados Unidos. A dupla se radicou em Nova York, onde viveram juntos e pintaram obras de crítica social, na paródia ao estilo do Realismo Socialista Soviético. Ambos expuseram obras pictóricas conjuntas (1972-), e, uma década depois, fundaram, o Grupo (Soviético – Americano) da Paixão de Kasemir (Nova York, 1982 - c. 1990).
A pintura da dupla, de técnica clássica, erudita, parodiou, através dos temas pintados, a imagem propagandística da arte do conhecido como Realismo Socialista Soviético, que glorificou o regime soviético da URSS de Iosif Stalin (1878-1953), representado na década de 1920-1932 pelo Grupo (Soviético) da Associação de Artistas da Rússia Revolucionária [AKhRR] - e pelo Grupo (Soviético) da Associação de Arte Ativa Revolucionária [AKhR] (v.).
Outro grupo europeu lançou a arte oposta ao do Realismo Socialista Soviético: foi o do Grupo (Berlinense) do Realismo Capitalista Alemão (v.).
Wednesday, September 16, 2015
LISTAGEM: ROSTA E AGÊNCIA TASS.
LISTAGEM: ROSTA E AGÊNCIA TASS.
http://meltonpriorinstitut.org/pages/textarchive.php5?view=print&ID=195&language=English
TASS
Mark Aleksandrovich Abramov (Moa)
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Moa
Petr Aleksandrovich Aliakrinskii
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Aliakrinskii
Mikhail Mikhailovich Cheremnykh
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Cheremnykh
Viktor Nikolaevich Denisov (Deni)
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/artwork/203941
Nikolai Federovich Denisovskii
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Denisovskii
Viktor Semenovich Ivanov
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Ivanov
Sergei Nikolaevich Kostin
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Kostin
Kukryniksy
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Kukryniksy
Vladimir Vasil’evich Lebedev
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Lebedev
Vladimir Ivanovich Liushin
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Liushin
Vladimir Vladimirovich Maiakovskii
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Maiakovskii
Vladimir Alekseevich Milashevskii
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Milashevski
Georgii Grigor’evich Nisskii
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Nisskii
Andrei Ivanovich Plotnov
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Plotnov
Petr Ashotovich Sarkisian
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Sarkisian
Georgii Konstantinovich Savitskii
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Savitskii
Petr Mitrofanovich Shukhmin
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Shukhmin
Pavel Petrovich Sokolov-Skalia
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Skalia
Viktor Pavlovich Sokolov
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Sokolov
Mikhail Mikhailovich Solov’ev
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Solovev
Konstantin Aleksandrovich Vialov
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Vialov
Aleksandr Nikolaevich Volkov
http://www.artic.edu/aic/collections/exhibitions/TASS/Volkov
Sunday, August 9, 2015
1927-1932-REALISMO SOCIALISTA SOVIÉTICO NA FASE DA PURIFICAÇÃO [CHISTKA].
1927-1932-REALISMO SOCIALISTA SOVIÉTICO NA FASE DA PURIFICAÇÃO [CHISTKA].
No início da década de 1930 o mundo artístico soviético estava cada vez mais dominado por grupo políticos que passaram a reger a estética da arte, quando a censura passou a parte fundamental dessa fase repressora. Não havia mais liberdade. Nos anos precedentes Iósif Stalin havia estimulado a disputa de classes, forçando a coletivização e a industrialização no seu dito, Plano de Cinco Anos. Os artistas jovens, prensados entre manobras políticas, foram submetidos a testes sócio-políticos no intuito de controlar o conteúdo e o estilo da arte soviética (1927-1931).
Foi realizada conferência para discussão de validade da pintura de cavalete (1928). O fundador do grupo soviético da Sociedade dos Pintores de Cavalete [OST] (Moscou, 1925-1932), David Petrovich Shterenberg (1881-1948) discursou, defendendo o grande valor cultural das pinturas, afirmando que, no momento, a arte estava submetida a condições sociais extremas, mas que deveria tornar-se integrada à coletivização e envolver-se com a industrialização. O grupo de artistas fundamentalistas da Associação de Arte Ativa Revolucionária [AKhR] (Moscou, 1922-1932) replicou, evidenciando as ditas, “tendências burguesas” na arte de Shterenberg, Labas (Aleksandr Arkadievich Labas, 1900-1983) e dos artistas do Grupo dos Projecionistas, entre outros (DOUGLAS, 1972: 458).
Na palestra proferida no outono, o pilar da Academia Ivan Liudgovich Matsa (1893-1974) iniciou com crítica ácida, condenando a história contemporânea da academia como referência do idealismo burguês. Matsa repetia que faltava à RAKhN a fervente apologia comunista, que a instituição estava perpetuando visão burguesa do mundo (1928). No ano seguinte ocorreu o reforço da acusação, através de campanha que incluiu alguns rakhnovts, inclusive seu vice-presidente, o artista ucraniano
Gustav Gustavovih Shpet (1878-1937), no jornal Komsomolskaia Pravda (fevereiro, 1929). Poucos meses depois Shpet foi destituído da vice-presidência da RAKhN, sendo substituído por Mikhail Morosov (abril, 1929). No mês seguinte, Sergei Amaglobeli substituiu Alexei Sidorov como Seretário Acadêmico.
A resolução do Comitê Central do Partido Comunista determinou o encerramento de todas as associações de artistas, escritores e intelectuais em todo o território da URSS (23 de abril, 1932). Não escaparam nem a vanguarda recente, expressão da ditadura do proletariado, a Sociedade dos Pintores de Cavalete [OST] (Moscou, 1925-1932), nem a Associação de Arte Ativa Revolucionária [AKhR] (Moscou, 1922-1932), nem outra entidade reveladora da ortodoxia proletária, a Associação Russa de Artistas Proletários [RAPKh], mas permaneceu somente a Cooperativa de Todas as Associações de Arte Russa [Vsekokhudozhnik] (1929-).
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
BOWLT, J. E. RAKhN on Trial The Purge of Gustav Shpet. Retrieved from
http://booksandjournals.brillonline.com/content/journals/10.1163/2211730x97x00413?crawler=true
Acessed in May 15, 2015.
DOUGLAS, C. Terms of Transition: The First Discussional Exibition of the Society of Easel Painters. CATÁLOGUE. WEBER, Jurgen, KRENS, Thomas, GOVAN, Michael, GUSEV, Vladimir, PETROVA, Evgeniia, KOROLEV, Ilya. The Great Utopia: The Russian and Soviet Avant-Garde, 1915-1932. Salomon R. Guggenheim Museum, State Tretyakov Gallery, State Russian Museum, Shirn Kunsthalle, Frankfurt: 01-10 May, 1992. Stedelijk Museum, Amsterdam; Salomon R. Guggenheim Museum, New York. New York: Salomon R. Guggenheim Museum, Rizzoli, 1992, 732p, il., pp. 450-465.
LEBEDEVA, I. The Poetry of Signs Projetionism and Eletroorganism. CATALOGUE. WEBER, Jurgen, KRENS, Thomas, GOVAN, Michael, GUSEV, Vladimir, PETROVA, Evgeniia, KOROLEV, Ilya. The Great Utopia: The Russian and Soviet Avant-Garde, 1915-1932. Salomon R. Guggenheim Museum, State Tretyakov Gellery, State Russian Museum, Shirn Kunsthalle, Frankfurt: 01-10 May, 1992. Stedelijk Museum, Amsterdam; Salomon R. Guggenheim Museum, New York. New York: Salomon R. Guggenheim Museum, Rizzoli, 1992, 732p, il., pp. 441-449.
Saturday, July 11, 2015
1930-1945 (1996) ARTE TOTALITÁRIA INTERNACIONAL, EXPOSIÇÃO ARTE E PODER, EUROPA SOB DITADORES, 1930-1945.
ARTE TOTALITÁRIA INTERNACIONAL, EXPOSIÇÃO ARTE E PODER, EUROPA SOB DITADORES, 1930-1945.
A ESTATIZAÇÃO DA POLÍTICA E A POLITIZAÇÃO DA ARTE (Londres, Barcelona e Berlim, 1996).
A estética promovida pela Arte Totalitária foi tema da mostra internacional intitulada Arte e poder: Europa sob ditadores, 1930-1945: A Estatização da Política e a Politização da Arte [Art and Power: Europe under Dictators, 1930-1945. The Aesthetisisation of Politics and the Politicisation of Art], A mostra, inaugurada nas Galerias Hayward (Londres), itinerante ao CCCB - Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (27 fev. – 05 maio) e depois, ao Museu Histórico de Berlim (11 jun. – 20 ago., 1996). A curadoria da mostra foi do renomado professor Dawn Ades, da Universidade de Essex; de David Elliot, Diretor do Museu de Arte Moderna de Oxford; do professor Tim Benton, da Universidade Aberta; do Dr. Iain Boyd Whyte, Diretor do Centro de História da Arquitetura da Universidade de Edinburgo, entre outros renomados historiadores da arte internacional. A exposição foi apoiada pelo comitê de renomados diretores de museus de todas as partes da Europa.
A exposição foi organizada mostrando quatro cidades, começando com a Exposição Universal (Paris, 1937), destacando a extrema competividade dos poderes dos países se enfrentando no campo cultural, com cada pavilhão mostrando o credo particular de seu país, no ambiente belicoso que prenunciava a disputa do poder que se seguiria, na Segunda Guerra Mundial. A mostra depois colocou seu foco nas cidades de Roma, Moscou e Berlim, quando incluiu c. de 600 obras de arte, pinturas, esculturas, projetos e modelos arquitetônicos, desenhos, fotografias, cartazes e filmes. Muitos dos projetos e modelos arquitetônicos nunca haviam sido mostrados antes: novos planos de urbanização idealizados pelos ditadores Hitler, Mussolini e Stalin, mostraram que a sua megalomania, sem a menor dúvida, abraçou a arquitetura de seu tempo. A exposição mostrou como Berlim seria, se Hitler tivesse vencido a guerra; e, em Moscou, a exposição colocou em evidencia vários projetos de arquitetura como o do futuro Palácio das Competições Soviéticas, o Metrô, e a Mostra da União de Todas as Agriculturas. Em todas as seções da exposição foi apresentada a arte oficial, patrocinada pelo estado, bem como a arte de oposição e a arte no exílio.
A Arte Totalitária soviética mais reconhecida foi a exercida pelos artistas participantes do dito, Realismo Socialista Soviético (v.), destacado no grupo da Associação de Artistas da Rússia Revolucionária [AKhRR] (Moscou, 1921-) e da sua sucessora, a Associação de Arte Ativa Revolucionária [AKhR] (Moscou, 1922-1932; v.). Foram mostradas obras dos artistas soviéticos de vanguarda da geração anterior, K. Malevich, V. Tatlin, P. Filonov. que sofreram com o regime, bem com a arte dos artistas oficiais promovidos pelo Realismo Socialista Soviético (v. Arte Degenerada).
1918-1921-COMUNISMO DE GUERRA, ARTE PARA AS MASSAS E AGITAÇÃO PROPAGANDÍSTICA (Moscou - Petrogrado).
COMUNISMO DE GUERRA, ARTE PARA AS MASSAS E AGITAÇÃO PROPAGANDÍSTICA (Moscou - Petrogrado, 1918-1921).
Nessa época conturbada a arte se encontrava dividida entre Figurativa e Abstrata, levando a concepção de grande número de alegorias, não deixando campo para a indiferença. Desejoso de perpetuar a memória dos revolucionários russos Lenin propôs na primavera seu Plano de Propaganda Monumental (1918). Foram erigidos 66 monumentos dedicados as personalidades revolucionárias, destacadas nos espaços públicos, nas ruas e praças de Moscou e Petrogrado. Havia carência de materiais artísticos adequados como bronze, mármore e granito. Os artistas precisaram improvisar monumentos com concreto ou material similar em prazo inadequado, pois seria necessário tempo prolongado para criação de monumentos que, mesmo inaugurados festivamente pudessem ser preservados, pois quase nada restou dessas obras criadas nos primeiros anos pós-revolucionários.
Os artistas russos de vanguarda sempre estiveram em busca da liberdade na arte, paz e justiça social. A Revolução Russa trouxe a esperança de novos horizontes, o sonho da nova arte na sua missão altruísta e idealista de se colocar a serviço do povo. Muitos dos artistas deram crédito inicial aos bolcheviques, nessa fase de muita agitação, inúmeras discussões, profundos questionamentos, manifestações e debates públicos. Aderiram à nova ordem da arte artistas renomados nas vanguardas russas como Mikhail Mikhailovich Adamovich (1878-1935), Nina Evseevna Aisenberg (1902-1974), Natan Arons Iaseyevich Altman (1889-1950), Ilya Grigorievich Chasnyk (1902-1929), Sergey Vasilievich Chekhonin (1878-1936), Ivan Ivanovich Chekmazov (1901-1961), Mikhail Mikhailovich Cheremnyk (1890-1962), Natália Yakovlevna Danko (1892-1942), Mstislav Valerianovich Dobuzhinsky (1875-1957), Robert Rafailovich Falk (1886-1958), Sergey Vasilievich Gerassimov (1885-1964), Sergei Timofeevich Konenkov (1874-1971), Pavel Varfomeevich Kuznetzov (1878-1968), Alexandr Alexandrovich Kuprin (1880-1960), Boris Mikhailovich Kustodiev (1878-1927), Vladimir Vasilievich Lebedev (1891-1967), Aristarkh Vasilievich Lentulov (1882-1943), Vladimir Vladimirovich Maiakovsky (1893-1930), Kazimir Severinovich Malevich (1878-1935), Dmitry Stakievich Moor (1883-1946), Vera Ignatievna Mukhina (1889-1953), Alexandr Alexandrovich Osmerkin (1892-1963), Kuzma Sergeevich Petrov-Vodkin (1878-1939), Ivan Albertovich Puni (1888-1956), Aleksandr Mikhailovich Rodchenko (1891-1956), Alexandra Vasilievna Schekatkhina-Popotskaya (1892-1967), David Petrovich Shterenberg (1881-1948), Piotr Mitrofanovich Schukhmin (1894-1955), Varvara Feodorovna Stepanova (1894-1958), Nikolai Mikhailovich Suetin (1897-1954), Vladimir Evgrafovich Tatlin (1885-1953), Piotr Savvich Utkin (1877-1934), os irmãos arquitetos Aleksandr Aleksandrovich Vesnin (1896-1954) e Victor Aleksandrovich Vesnin (1902-1950), entre outros como o jornalista Nikolai Ivanov.
Agora se aproximava a data festiva do primeiro aniversário da Revolução: foram convocados muitos dos artistas relacionados acima para trabalharem na ornamentação da Praça de Moscou, a nova capital, bem como decorar os principais edifícios históricos nas avenidas da antiga São Petersburgo, agora Petrogrado (1915-). Os artistas abraçaram com entusiasmo a tarefa inédita de preparar espetáculos para as massas no cenário renovado, pois as principais cidades russas foram invadidas por tropas nas ruas com pouca ou nenhuma iluminação, cruzadas por ladrões e malfeitores, onde se ouviam ruídos dos tiroteios ocasionais. Antes do anoitecer longas filas se formavam na frente das padarias, sendo que o muito que havia sido destruído precisava ser reconstruído: o Exército Vermelho precisava de armas e equipamentos e a velha Rússia, eminentemente rural, precisava tornar-se potência industrializada. Havia grande esforço nas fábricas, onde operários trabalhavam o mais que podiam, muito mais por idealismo do que em troca da magra ração (ROOB, 2014: ).
Este período recebeu a denominação de Comunismo de Guerra e o país havia se transformado em campo de batalha, onde camponeses morriam de fome especialmente nas aldeias remotas, sem que as autoridades soviéticas movessem sequer um dedo para ajudá-los. Altman foi o artista engajado na Revolução Russa, cujos desenhos chegaram até nós, pois participou da criação das decorações de rua nas festas do Primeiro Aniversario da Revolução (Petrogrado, 1918). Altman executou quatro projetos para decorações das ruas da cidade, acompanhado por projetos de Dobuzhinsky, Kustodiev, Petrov-Vodkin, Shterenberg, Chekhonin e Lebedev. Os desenhos originais de Altman pertencem ao acervo do Museu Russo de São Petersburgo [MRSP] e se encontram reproduzidos (KRENS, 1992). Dois anos depois Altman decorou o cenário da maior festa comemorativa da Revolução Russa, quando espetáculo de massa reproduziu a tomada do Palácio de Inverno (07 novembro, 1920), evento com a participação de 8000 pessoas, bailarinos, ginastas, artistas circenses e quase 2000 extras, sob a direção de Nikolai Nikolaevich Yevreinov (ou Evreinov, 1879-1953).
Em Moscou as ruas e praças foram ornamentadas com projetos dos irmãos arquitetos Vesnin, Aleksandr Aleksandrovich (1896-1954), e Vitor Aleksandrovih (1902-1950), e de Alexander Vasilyevich Kuprin (1880-1960), Sergey Vasilyevich Gerasimov (1885-1964), Alexander Alexandrovich Osmerkin (1892-1953), sendo que espetáculos foram projetados por Aristarkh Vasilyevich Lentulov (1882-1943) e Pavel Varfomeevich Kuznetzov (1878-1968), entre outros.
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
DJAFAROVA, S. Una politica de difusión del arte moderno: los museos de cultura artistica. Apud KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C.. La Vanguardia Rusa, 1905-1925, en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF, 1993. 295p.: il., color.
KOVTUN, Y. Mikhail Larionov: 1881–1963. Cronicle of the artist's life and work. Translated by Paul Williams. Bournemouth: Parkstone Press, 1998. 175p.: il., retrs. pp. 55-85, 92, 131- 142, 155- 175, 172- 175 (Great Painters).
KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C.;.WEBER, J. The Great Utopia: The Russian and Soviet Avant-Garde, 1915-1932. Shirn Kunsthalle, Frankfurt: 01-10May, 12992. Stedelijk Museum, Amsterdam; Salomon R. Guggenheim Museum, New York. New York: Salomon R. Guggenheim Museum, Rizzoli, 1992, 732 p.: il.
DJAFAROVA, S. Una politica de difusión del arte moderno: los museos de cultura artistica. Apud KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C.. La Vanguardia Rusa, 1905-1925, en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF, 1993. 295p.: il., color,., pp. 27-32, 40-44.
LODDER, C. El arte de vanguardia en Rusia: experimento e innovación. Apud KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C.. La Vanguardia Rusa: 1905-1925, en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF, 1993. 295p.: il., color.
LODDER, C. The Transition to Constructivism. Apud KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C. The Great Utopia: The Russian and Soviet Avant-Garde 1915-1932. Frankfurt: Schirn Kunsthalle. Amsterdam: Stedelijk Museum. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, 1992.
PETROVA, E.; VAKAR, I.; DOUGLAS, C. Malevich, Artist and Theoretician. Translated by Susan Mckee. Paris: Flammarion, 1996, pp. 06-25.
PETROVA, Y.; KIBLITSKY, J.;RODRÍGUEZ, A.; ATHAYDE, R. de; COCHIARALLE, F. Virada Russa: a Vanguarda na Coleção do Museu Russo de São Petersburgo. Tradução de Elena Vassina, Alexander Borodin e Joseph Kiblitsky. São Paulo: set. - nov. 2009. 226p.: il., color., pp.152-157, 165-177.
Mass and Agit Art.Mass and Agitation Art - Massovoe i Agitatzionnoe Iskusstvo - Массовое и Агитационное Искусство. Retrieved from:
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Acessed in: June 19, 2015
ROSTA Russian Telegraph Agency. From Wikipedia, the free encyclopedia. This page was last modified on 23 August 2013, at 21:12. Retrieved from:
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ROSTA. Graphic Illustrated Journalism and the Avant-garde - The ROSTA Windows of the Bolshevik Art Army. Roob, Alexander. This page was last modified on 02 February 2014. Retrieved from: www.meltonpriorinstitut.org
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SALLES, E. (Cur,). Gráfica Utópica: Arte Gráfica Russa 1904-1942. Rio de Janeiro: CCBB/ Centro Cultural Banco do Brasil, 2001.
Wednesday, July 8, 2015
1918-1921-MUSEU DE CULTURA ARTÍSTICA [MCA] (Moscou, dezembro, 1918-1921).
MUSEU DE CULTURA ARTÍSTICA [MCA] (Moscou, dezembro, 1918-1921).
Quando o poder pendeu para a ala esquerda das artes e o Colégio Pan-Russo das Artes e da Indústria Artesanal resolveu criar uma comissão especial para a qual convidou artistas de esquerda para formarem o novo MCA/ Museus de Cultura Artística, e a dita, Oficina dos Museus (Moscou). Toda a implantação, criação e resoluções referentes ao MCA/ Museu de Cultura Artística foram decisões dos artistas das vanguardas que participavam do Comissariado do Povo para a Educação [NARCOMPROS]: no novo sistema de ensino soviético foram os vanguardistas que estabeleceram o novo plano para a educação artística. Os MCA passaram a funcionar em prol da educação, trazendo a modernização do sistema da arte estatal russa: a organização passou a dispor de fundos para a aquisição de obras dos artistas plásticos das vanguardas russas.
A primeira Comissão dos MCA foi constituída por Wassily Kandinsky (1866-1944), Pavel Kusnetsov (1878-1968), David Shterenberg (1881-1948), Aleksei Morgunov (1884-1935), Robert Falk (1886-1959), Natan Altman (1889-1970), Aleksandr Rodchenko (1891-1956) e Ivan Punin (1894-1956). O primeiro diretor dos MCA foi Kandinsky (junho, 1919), mas ele logo caiu em desgraça por pertencer à velha guarda. O poder na arte, controlada pelo Estado Soviético desde a Revolução Russa, foi transferido para Aleksandr Rodchenko, o predileto do poderoso burocrata Osip Brik, o que facilitou sua ascensão. Na primeira oportunidade W. Kandinsky voltou ao Ocidente (c. 1922): quando Iosif Stalin assumiu o poder na URSS, ele cortou as verbas destinadas à promoção das artes soviéticas, quando, por falta de apoio estatal, foram encerradas as atividades de criação dos novos MCA / Museus de Cultura Artística (1919-1921). Nesse período foram criados c. de 30 MCAs, espalhados por todo o território de dimensões continentais da URSS.
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
DJAFAROVA, S. Una politica de difusión del arte moderno: los museos de cultura artistica. Apud KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C.. La Vanguardia Rusa, 1905-1925, en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF, 1993. 295p.: il., color.
LODDER, C., MILNER, J.; DJAFAROVA, S. (Biogr.). La Vanguardia Rusa, 1905-1925, en las colecciones de los Museos Rusos. Apud KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.;
KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C.. La Vanguardia Rusa, 1905-1925, en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF, 1993. 295p.: il., color.
LODDER, C. El arte de vanguardia en Russia: experimento e innovación. Apud KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C.. La Vanguardia Rusa, 1905-1925, en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF, 1993. 295p.: il., color.
Saturday, July 4, 2015
1918-1921-ROSTA – AGÊNCIA TELEGRÁFICA RUSSA, AS JANELAS DO EXÉRCITO ARTÍSTICO BOLCHEVIQUE (URSS).
ROSTA – AGÊNCIA TELEGRÁFICA RUSSA, AS JANELAS DO EXÉRCITO ARTÍSTICO BOLCHEVIQUE (URSS, 1918-1921).
ROSTA - Agência Telegráfica Russa [Rossiyskoye telegrafnoye agentstvo] (1918-1935), instituição estatal publicitária dos Bolcheviques, fundada pouco depois da Revolução Russa (1917). Mesmo depois da criação da Agência de Notícias da URSS - União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (1925), a ROSTA permaneceu como a agência estatal soviética de notícias.
O artista plástico e caricaturista Mikhail Mikhailovich Cheremnyk (1890-1962), que pertenceu ao bem sucedido Grupo dos Itinerantes, da cooperativa de artistas que organizou a Sociedade Para Mostras Itinerantes de Arte (1870-1923, v.), iniciou campanha publicitária, associado ao jornalista Nikolai Ivanov, com cartazes colados no interior das vitrines de antiga confeitaria desativada (Moscou, fevereiro, 1919). Esses cartazes nasceram no periodo da guerra civil ao do estabelecimento da economia rudimentar no país, na conturbada época Pós-Revolucionária, quando faltavam alimentos, até pão e faltava mídia impressa, jornais e revistas.
A campanha publicitária da ROSTA voltou-se para a maioria da população iletrada, mas apta a compreender poucas frases doutrinárias associadas às imagens contundentes, de fácil leitura visual. A maioria das imagens iniciais baseou-se na tradição folclórica russa das gravuras de Lubok (plural Lubik), xilogravuras populares, rústicas, de natureza religiosa, colecionadas por artistas russos de vanguarda como Mikhail Fiodorovich Larionov (1881-1964). Larionov, organizador da mostra N. 4, Raionistas, Futuristas e Primitivos (1914), quando expôs ícones russos e as xilogravuras produzidas na técnica primitiva, dita, Lubok, valorizando a arte de raiz folclórica, além de obras dos artistas das vanguardas pictóricas russas. As gravuras de Lubok se assemelham as xilogravuras populares do cordel brasileiro e nordestino.
Os cartazes da ROSTA foram executados com desenhos ultracoloridos, passíveis de serem vistos à distância, frequentemente usando quadrinhos como nas modernas HQ (Histórias em quadrinhos). Os cartazes não eram impressos, mas pintados manualmente com estencils produzidos com cartões, e, depois da reprodução do número desejavel de cartazes, os estensils eram enviados de cidade em cidade, circulando através do país. Devido à disposição dos cartazes nas vitrines das lojas vazias, idéia de Cheremnyk, essas peças publicitárias receberam do povo a denominação de Janelas Rosta [Okna Rosta].
Quando o artista multimídia Vladimir Vladimirovich Maiakovsky (1893-1930) vislumbrou a enorme possibilidade da popularidade dos Rostas, como os cartazes passaram a ser chamados, aliou-se ao grupo de artistas e criou mais de 100 cartazes. Esse coletivo de artistas entusiasmados, criando arte publicitária nos estúdios gelados, sem calefação, muitas vezes criavam um Rosta por dia. Anteriormente Malevich (Kazimir Severinovich Malevich, 1878-1935) passou a criar o texto, enquanto Maiakovsky executava os desenhos para os cartazes da editora Lubok de Hoje (1914-1915). A criativa dupla criou centenas de cartazes, impressos na técnica de Lubok: alguns cartazes dessa época, mostrando desenhos de Maiakovsky associados ao texto de Malevich, estiveram com seus originais na exposição Gráfica Utópica, Arte Gráfica Russa, 1904-1942, no CCBB e se encontram reproduzidos no catálogo (Rio de Janeiro, 2002). Agora Malevich, junto com Maiakovsky, também criou Rostas.
Outros artistas, adeptos de grande diversidade de estilos, se associaram ao grupo como Mikhail Adamovich (1878-1935), Nina Evseevna Aisenberg (1902-1974), Natan Arons Isaevich Altman (1889-1970), Ilya Grigorievich Chasnyk (1902-1929), Ivan Ivanovih Chekmazov (1901-1961), Sergey Vasilievich Chekhonin
(1878-1936), Natalia Danko (1892-1942), Deni (Viktor Mikhailovich Denisov, 1890-1962), Mstislav Valerianovich Dobuzhinsky (1875-1957), Aleksandr Vasilievich Kuprin (1880-1960), Sergey Tinofeevich Konenkov (1874-1971), Koslinsky, Boris Mikhailovich Kustodiev (1878-1927), Vladimir Vasilievich Lebedev (1891-1967), Dmitry Stakievich Moor (Orlov Stakhievich, 1883-1946), Vera Ignatievna Mukhina (1889-1953), Kuzma Sergeevich Petrov-Vodkin (1878-1935), Ivan Albertovich Puni (Jean Pougny, 1888-1956), Aleksandr Mikhailovich Rodchenko (1891-1956), Alexandra Vasilievna Shekatikhina-Pototskaya (1892-1967), David Petrovich Shterenberg (1881-1948), Varvara Feodorovna Stepanova (1894-1958), Nikolai Mikhailovich Suetin (1897-1954), Vladimir Evgrafovich Tatlin (1885-1953) e Piotr Savvich Utkin (1877-1934), entre outros, sob a égide de Cheremnykh, nesse coletivo de notícias ilustradas com muita arte inovadora e originalidade. No turbilhão frenético dessa fase cheia de esperança, os artistas estavam prontos para esmagar a velha arte, e abraçar a nova, quando inúmeros talentos foram revelados (Moscou, 1919-1921).
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
KOVTUN, Y. Mikhail Larionov: 1881–1963. Cronicle of the artist's life and work. Translated by Paul Williams. Bournemouth: Parkstone Press, 1998. 175p.: il., retrs. pp. 55-85, 92, 131- 142, 155- 175, 172- 175 (Great Painters).
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LODDER, C., MILNER, J.; DJAFAROVA, S. (Biogr.). La Vanguardia Rusa, 1905-1925, en las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF, 1993. 295p.: il., color., pp. 27-32, 40-44.
LODDER, C. El arte de vanguardia en Rusia: experimento e innovación. Apud KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C.. La Vanguardia Rusa: 1905-1925, en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF, 1993. 295p.: il., color.
LODDER, C. The Transition to Constructivism. Apud KRENS, T.; GOVAN, M.; GUSEV, V.; PETROVA, E.; KOROLEV, I. WEBER, J.; GRASSNER, H.; LODDER, C. The Great Utopia: The Russian and Soviet Avant-Garde 1915-1932. Frankfurt: Schirn Kunsthalle. Amsterdam: Stedelijk Museum. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, 1992.
PETROVA, E.; VAKAR, I.; DOUGLAS, C. Malevich, Artist and Theoretician. Translated by Susan Mckee. Paris: Flammarion, 1996, pp. 06-25.
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SALLES, E. (Cur,). Gráfica Utópica: Arte Gráfica Russa 1904-1942. Rio de Janeiro: CCBB/ Centro Cultural Banco do Brasil, 2001.
Monday, June 29, 2015
1931-1936-VANGUARDAS POLONESAS: GRUPO (INTERNACIONAL) DOS A. r. - ARTISTAS REVOLUCIONÁRIOS (Lodz, Polônia; Paris, França).
VANGUARDAS POLONESAS: GRUPO (INTERNACIONAL) DOS A. r. - ARTISTAS REVOLUCIONÁRIOS (Lodz, Polônia; Paris, França, 1931-1936).
Destaques: STRZHEMINSKI, Wladislaw e Katarzyna KOBRO.
O Grupo do Unismo [Unizm] (1927-1934) formou-se com o artista russo Wladislaw Strzheminski (1893-1958), sua esposa Katarzyna Kobro (1898-1951) e o artista polonês Henryk Stazewsky (1894-1988), entre outros. Anteriormente Strzeminski organizou o Grupo dos Oito [Blok] (1924-1926) e o Grupo Praesens (1926-1929). Quando o Praensens perdeu-se nas disputas internas, Strzheminski, associado ao escritor, ensaísta, poeta e tradutor da vanguarda polonesa da Cracóvia, Julian Przybos (1901-1970), que vivia em Cieszyn, e ao poeta Jan Brzekowski (1903-1983), que vivia em Paris, formou o Grupo (Internacional) dos A. r. (Artistas revolucionários).
Esses associados citados participaram da revista criada por artistas e poetas, a Zwrotnica (Cracóvia). Nessa época Strzheminski e Kobro viviam em Koluszki (1929-1931): quando eles se radicaram em Lódz, declararam a cidade polonesa como sede oficial do Grupo dos A. r. (Artistas revolucionários).
Este grupo multimídia não organizou mostras coletivas de arte, mas suas obras participaram de inúmeras exposições coletivas na Polônia, várias organizadas no Instituto de Arte e Propaganda de Varsóvia, além de várias mostras no exterior. Brzekowski, que vivia em Paris, associado à artista polonesa Wanda Chodasiewsky-Grabowska, mais conhecida como Wanda Grabowska (1904-1983), associada ao Grupo (Internacional) Círculo e Quadrado [Cercle et Carré] (Paris, 1929-1931), foi participante da edição e publicação da revista L’Art Contemporain [A Arte Contemporânea]. Esta publicação divulgou os artistas poloneses do Grupo dos A. r. (Artistas revolucionários), e os artistas multimídia internacionais Jean (Hans) Arp (1886-1966), Michel Seuphor (1901-1999), Théo van Doesburg (1882-1931), Ferrnand Léger (1881-1955); Max Ernst (1891-1976, participante do Surrealismo: Paris, 1924-1966), e o francês organizador do Grupo do Purismo (Paris, 1925), Amedée Ozenfant (1886-1966); o artista italiano participante do Futurismo, Enrico Prampolini (1894-1956), todos expoentes do Grupo (Internacional) Círculo e Quadrado [Cercle et Carré] (Paris, 1929-1931). Outras publicações associadas ao Grupo A. r. foram as revistas Europa e Linea [Linha]. Os artistas lançaram dois manifestos, sendo o segundo publicado em folheto de quatro folhas (1932). A última publicação associada ao Grupo A. r. ocorreu posteriormente, marcou a data do encerramento das atividades desse grupo (1936).
O maior mérito do Grupo (Internacional) dos A. r. (Artistas revolucionários), entretanto, foi amealhar coleção de arte das vanguardas européias, entre outras doadas por artistas poloneses, sendo 21 obras angariadas por Stazewski em Paris. Várias dessas obras participaram de mostra coletiva organizada no Museu Municipal de História e Arte (Lódz, Polônia, 1928). Essa coleção continuou recebendo doações internacionais, transferidas para o Museu de Lodz (1929-1931), no total de 111 obras da nata das vanguardas européias, existentes no acervo da instituição (1936-).
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
MILNER, John. Arte, Guerra y Revolucion. Apud CATÁLOGO. LODDER, C., MILNER, J.; BASNER, E.; DJAFÁROVA, S. (Biogr.). La Vanguardia Rusa, 1905-1925 en Las colecciones de los Museos Rusos. Madrid: Fundación Central Hispano, Fondación ELF, 1993. 295p.: il., color.
RAGON, M. Journal de l´Art Abstrait. Genève: Skira, 1992. 163p: il., p. 36.
a. r. Group (Revolutionary Artists, 1929-1936). GLINSKI, Mikolaj. December 9, 2013. Retrieved from: http://culture.pl/en/artist/ar-group
Acessed in October 28, 2014.
Tuesday, June 16, 2015
1931-1932-GRUPO (SOVIÉTICO) DA BRIGADA DA ARTE (Moscou, fevereiro de 1931 - 23 de abril de 1932).
GRUPO (SOVIÉTICO) DA BRIGADA DA ARTE (Moscou, fevereiro de 1931 - 23 de abril de 1932).
Nessa época havia nos meios artísticos soviéticos certo fervor fundamentalista, serpenteando entre manobras políticas e organizacionais que visavam obter para cada grupo da arte maior poder no mundo socialista. Existia entre os participantes da Sociedade dos Pintores de Cavalete [OST] (Moscou, 1925-1932, v.) grupo de artistas, seguido de perto por grupo de militantes, credores da dita, “arte proletária pura”, estudantes do Estúdio Superior de Arte e Técnica [VKhUTEMAS] (Moscou, 1920-1926, reorganizado quando seu nome foi trocado para Instituto Superior de Arte e Técnica [VKhUTEIN], 1926-1930).
A última exposição na qual se confrontaram vários grupos de diversos estilos na arte foi chamada de 1ª Exibição Debatedora da Associação de Arte Ativa Revolucionária, [AKHR], inaugurada nas VKhUTEMAS, mostra da qual participou o Grupo dos Projecionistas, o Grupo dos Concretistas, o 1º Grupo de Trabalho dos Construtivistas e o 1º Grupo da Organização Trabalhista de Artistas, entre outros, inaugurada em Moscou (26 de abril, 1924).
Poucos anos depois o fundador da Associação Russa de Artistas Proletários [RAPKh], Lev Viazmensky, acusou os artistas da Sociedade dos Pintores de Cavalete [OST] de serem anti-semitas, fascistas e reacionários, provocando a cisão que partiu o grupo no final de janeiro (1931). Alguns artistas aderiram ao Grupo Internacional Outubro [Oktiabr] (Stuttgart, Alemanha - Moscou, 1928-1932, v.), mas a maioria aderiu à Associação de Arte Ativa Revolucionária [AKhR] (Moscou, 1922-1932). Outros 23 artistas, entre eles Labas, Shterenberg e Tyschler permaneceram na Sociedade dos Pintores de Cavalete [OST] (1925-1932). Os artistas que participaram do Grupo dos Projecionistas (Moscou, 1922-1923), bem como os do Grupo do Teatro Projecionista (Moscou, 1923-1925) Sergey Luchishkin (1902-1989), Yury Pimenov (1903-1977), Mikhail Matveyevich Plaksin (1898-1965), Petr Vladimirovich Viliams (1902-1947), associados a outros como Yecatarina Sergeievna Zernova (1900-1995), deixaram a OST, e, com alguns jovens artistas formaram a Brigada da Arte (1931-1932), grupo no interior do Departamento de Arte Figurativa [IZO] do Comissariado Popular para Educação [NARKOMPROS] (Moscou, final de fevereiro, 1931).
No primeiro encontro o grupo da Brigada da Arte decidiu apresentar saudações ao Comitê Central do PC, aos camaradas Maksim Gorki (Aleksey Peshkov, 1868-1936) e ao político soviético, líder do PC e comandante militar, Klim Voroshilov (Kliment Yefremovich Voroschilov, 1881-1969) (DOUGLAS, 1972, 459). Além dos citados acima participaram da Brigada da Arte o escritor e crítico Osip Beskin e o historiador Nikolai Georgievich Mashkovtsev (1887-1962); os artistas plásticos Fedor Semenovich Bogorodsky (1895-1959), Olga Bubnova, o renomado artista gráfico Aleksander Deineka (1899-1969) e Aleksandr Gerasimov (1881-1963), Aleksandr Vladimirovich Grigoriev (1891-1966), Fridrikh Karlovich Lekht (Friedrich Voldemar Ferdinand, 1887-1961), Pavel Petrovich Sokolov-Skalia (1899-1961), Konstantin Aleksandrovich Vialov (1900-1976) e Yecatarina Sergeievna Zernova (1900-1995), entre outros (DOUGLAS, 1972, 462).
A Brigada da Arte apresentou seu plano de cinco anos em quatro anos, dedicado a Gorki e passou acusar outros artistas de “formalismo”, gravíssima acusação de produção de arte antirevolucionária. Os principais artistas da Brigada submeteram suas obras antigas a julgamento humilhante, criticadas publicamente por comitê. As pinturas de Pimenov foram arrasadas devido “ao alongamento das figuras e apresentação simbólica de experiências pessoais”. A pintura de Viliams, Corrida de Automóveis, não escapou de ataque similar pois foi duramente criticada. A pintura de Deineka, Defesa de Petrogrado (1928), foi criticada pela ênfase na “precisão linear, esquematização e racionalismo”. E, seguiu nesses termos a análise das pinturas de Tyschler, entre acusações de “formalismo” para as pinturas de Labas e Shterenberg.
O grupo da Brigada da Arte encerrou suas atividades quando a resolução do Comitê Central do Partido Comunista determinou o encerramento de todas as associações de artistas, escritores e intelectuais em todo o território da URSS (23 de abril, 1932).
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
DOUGLAS, Charlotte. Terms of Transition: The First Discussional Exibition of the Society of Easel Painters. CATÁLOGUE. WEBER, Jurgen, KRENS, Thomas, GOVAN, Michael, GUSEV, Vladimir, PETROVA, Evgeniia, KOROLEV, Ilya. The Great Utopia: The Russian and Soviet Avant-Garde, 1915-1932. Salomon R. Guggenheim Museum, State Tretyakov Gallery, State Russian Museum, Shirn Kunsthalle, Frankfurt: 01-10 May, 1992. Stedelijk Museum, Amsterdam; Salomon R. Guggenheim Museum, New York. New York: Salomon R. Guggenheim Museum, Rizzoli, 1992, 732p, il., pp. 450-465.
Kliment Voroshilov. From Wikipedia, the free encyclopedia. Retrieved from:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Kliment_Vorochilov
Acessed in: May 22, 2015.
Kliment Voroschilov. From Wikipedia, the free encyclopedia. Retrieved from:
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LEBEDEVA, Irina. The Poetry of Signs Projetionism and Eletroorganism. CATÁLOGUE. WEBER, Jurgen, KRENS, Thomas, GOVAN, Michael, GUSEV, Vladimir, PETROVA, Evgeniia, KOROLEV, Ilya. The Great Utopia: The Russian and Soviet Avant-Garde, 1915-1932. Salomon R. Guggenheim Museum, State Tretyakov Gellery, State Russian Museum, Shirn Kunsthalle, Frankfurt: 01-10 May, 1992. Stedelijk Museum, Amsterdam; Salomon R. Guggenheim Museum, New York. New York: Salomon R. Guggenheim Museum, Rizzoli, 1992, 732p, il., pp. 441-449.
A Renaissance Assassinated. VOISKOUNSKI, Natella.The Tretyakov Gallery Magazine, n, 2, 2012. Retrieved from:
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Acessed in: August 23, 2013.
Monday, June 15, 2015
BIOGRAFIA: STRZHEMINSKI, Wladislaw Maximilianovich (1893-1952).
BIOGRAFIA: STRZHEMINSKI, Wladislaw Maximilianovich (1893-1952).
O artista nasceu em Minsk (Rússia), mas morreu em Lodz (Polônia). Strzheminski foi pintor e teórico das artes: antes de tornar-se artista ele estudou na Escola de Engenharia Militar (São Petersburgo, 1911-1914). Strzheminski foi enviado para lutar na Primeira Guerra Mundial: gravemente ferido, o jovem perdeu a perna direita e o braço esquerdo, e, depois de desmobilizado, trabalhou para o Comissariado do Povo para a Educação [NARKOMPROS](1917). Strezheminski estudou Artes Plásticas nos SVOMAS/ Ateliês Livres Estatais, onde foi aluno de Kazimir Malevich (1878-1935). O artista tornou-se membro do colegiado diretor da IZO Narcomprós (v., abaixo) e trabalhou no Escritório Central de Exposições Estatais.
Strzheminski participou das manifestações das vanguardas artísticas russas e suas obras participaram de várias mostras, como a VIII Exposição Estatal (Moscou) e a III Exposição Estatal (Kazam). Strzheminski viajou, junto com Katarzina Kobro (1898-1951), com quem posteriormente casou-se, e tornou-se diretor da IZO (Smolensky, 1919). O artista participou do grupo UNOVIS/ Promotores da Nova Arte, liderado por K. Malevich (Vitebsk, Ucrânia, 1921-1922). Na época, os artistas plásticos das vanguardas russas realizaram obras conjuntas nas Artes Gráficas e Publicitárias, como cartazes de propaganda da Revolução Soviética. Strzheminski e Kobro foram viver em Vilna, onde organizaram a Exposição da Nova Arte (1923), a primeira mostra do Construtivismo russo na Lituânia.
A dupla de artistas mudou-se para Varsóvia, onde Strzeminski, juntamente com Henryk Stazewski e Henryk Berlewi (1894-1967) fundou o Grupo dos Oito [Blok] (1924-1926; v.), que publicou a revista Blok (1924-1929, v.). Os artistas contactaram Théo van Doesburg (1882-1931) e El Lissitsky (1890-1941) e celebraram a teoria da Mecano-Fatura, mais conhecida devido a revista que Théo van Doesburg publicou, com o pseudônimo de I. K. Bonset, a Mechano (Leiden, Holanda, 1922-1923). O grupo convidou Kazimir Malevich para proferir palestra para as vanguardas polonesas (Varsóvia, 1924). O artista russo expôs suas obras em mostra individual, na ocasião em que ele foi homenageado pelas vanguardas polonesas com banquete (Varsóvia, 1927).
Strzheminski tornou-se professor e ensinou na Escola Indústrial Szczekocini (Koluzki e Brzeziny, Polônia): ele publicou o artigo B = 2, apresentando a nova arte das vanguardas polonesas. O artista fundou com Henryk Stazewisky o Grupo (Internacional) do Unismo [Unizm] (1929-1934; v.). Strzeminsky participou do grupo Praesens e organizou o Grupo A.r./ Artistas revolucionários, do qual também participaram sua esposa Katarzyna Kobro e Henryk Stazewski, entre outros.
Obras do artista participaram de inúmeras mostras internacionais, inclusive as do Grupo Internacional Círculo e Quadrado [Cercle et Carré] (Paris, 1929-1931, v.), que Strzeminski ajudou T. Van Doesburg a organizar. No início da década de 1930 Strzeminsky foi viver definitivamente em Lodz (Polônia), onde ele e sua esposa fundaram o Sindicato dos Artistas e a Escola de Tipografia Moderna; ele e Kobro iniciaram o trabalho que resultou na fundação do MAM/ Museu de Arte Moderna. O artista publicou, junto com K. Kobro, várias obras teóricas, como A Composição do Espaço; Cálculos do Ritmo Espacial-Temporal e Tipografia Funcional (1933), além de publicar inúmeros artigos para várias revistas internacionais. Strzeminski faleceu em Lodz (dezembro, 1952).
A obra de Strzeminski, Composição Arquitetônica 13 (1929, óleo/ tela, 90 cm x 60 cm), encontra-se reproduzida (DUROZOI, 1992); várias fotografias das capas das revistas Blok e do manifesto do Unismo que o artista lançou, encontram-se reproduzidas (RAGON, 1992).
REFERÊNCIAS SELECIONADAS:
DICIONÁRIO. DUROZOI, G. Dictionaire de l'art moderne et contemporain. Sous la direction de Gérard Durozoi. Paris: Fernand Hazam, 1992. 676p.: Il, p. 66.
DICIONÁRIO. SEUPHOR, M. Dictionaire de la peinture abstraite: precédé d´une histoire de la peinture. Paris: Fernand Hazam, 1957. 305p.: il., p. 131.
RAGON, M. Journal de l´Art Abstrait. Genève: Skira, 1992. 163p: il. p. 36.
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